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PGR denuncia militares por reunião golpista; Mauro Cid minimiza como ‘conversa de bar’

Entre os denunciados está o tenente-coronel Mauro Cid, que defende a informalidade do encontro e nega qualquer intenção subversiva

A PGR relata troca de mensagens sobre pressão a comandantes militares, mas os oficiais afirmam que foi apenas uma confraternização. - Imagem: Reprodução | X (Twitter) - @estadão
A PGR relata troca de mensagens sobre pressão a comandantes militares, mas os oficiais afirmam que foi apenas uma confraternização. - Imagem: Reprodução | X (Twitter) - @estadão

por Marina Milani

Publicado em 24/02/2025, às 21h25


A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou uma acusação formal contra seis oficiais das Forças Armadas, destacando sua suposta participação em uma reunião realizada em novembro de 2022, na qual teriam discutido estratégias para pressionar líderes militares a apoiar um golpe de Estado. Entre os denunciados se encontra o tenente-coronel Mauro Cid, que, juntamente com seus colegas, refuta as alegações e classifica o encontro como informal, sem qualquer intenção de subversão. "Eu gostaria de caracterizar essa reunião como conversa de bar. Bate-papo de bar. Ninguém apresentou documento, ninguém sentou para organizar [a pressão contra os comandantes militares]", declarou Cid.

O evento controverso ocorreu no dia 28 de novembro de 2022, na residência do coronel Márcio Nunes de Resende Júnior, em Brasília, e teve uma duração aproximada de três horas. Segundo informações da PGR, a reunião foi organizada pelo coronel Bernardo Romão Correa Neto com o objetivo de influenciar as decisões dos altos comandantes das Forças Armadas. Além disso, a Procuradoria relatou que durante o encontro houve troca de mensagens via WhatsApp sobre uma "carta dos oficiais da ativa ao Comando do Exército", que visava pressionar o comandante da instituição militar.

Os demais oficiais presentes no encontro também caracterizam a reunião como uma confraternização sem objetivos golpistas. Além do tenente-coronel Cid e do coronel Correa Neto, estão entre os denunciados o general Nilton Diniz, os coronéis Cleverson Magalhães, Fabrício Bastos e Márcio Nunes Júnior.


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