A Dívida Bruta do Governo Geral caiu para R$8,9 trilhões, refletindo uma redução de 0,8 ponto percentual
Gabriela Thier Publicado em 14/03/2025, às 14h45
O Banco Central do Brasil divulgou, nesta sexta-feira (14), que o setor público consolidado - que abrange União, Estados, municípios e empresas estatais - obteve um superávit primário de R$104,1 bilhões em janeiro de 2025. Este resultado marca uma evolução significativa em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando o superávit foi de R$102,1 bilhões.
Conforme os dados apresentados pelo Banco Central, o Governo Central, composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, alcançou um superávit de R$83,1 bilhões. Os governos regionais também contribuíram com um superávit de R$22 bilhões, enquanto as empresas estatais apresentaram um déficit de R$1 bilhão.
No que se refere ao acumulado nos últimos doze meses, o déficit primário foi estimado em R$45,6 bilhões em janeiro, correspondendo a 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB).
Além disso, o Banco Central destacou que os juros nominais do setor público consolidado totalizaram R$40,4 bilhões em janeiro, representando uma redução em relação aos R$79,9 bilhões registrados no mesmo mês de 2024.
A diminuição dos juros pode ser atribuída a um ganho nas operações de swap cambial que somaram R$36 bilhões em janeiro de 2025, revertendo uma perda de R$10 bilhões observada em janeiro do ano anterior.
No total acumulado em doze meses até janeiro de 2025, os juros nominais atingiram 7,67% do PIB, totalizando R$910,9 bilhões. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, que registrou R$745,9 bilhões (6,77% do PIB), essa cifra representa um crescimento significativo.
Com esses resultados, o resultado nominal do setor público consolidado - que inclui tanto o superávit primário quanto os juros nominais apropriados - apresentou um saldo positivo de R$63,7 bilhões em janeiro. No acumulado dos últimos doze meses, o déficit nominal alcançou R$956,5 bilhões (8,05% do PIB), uma leve melhora em relação ao déficit nominal de R$998 bilhões (8,45% do PIB) registrado em dezembro de 2024.
A Dívida Líquida do Setor Público ficou em R$7,2 trilhões em 2024, equivalente a 60,8% do PIB.
Segundo o Banco Central, essa situação reflete principalmente os efeitos positivos do superávit primário (que resultou em uma redução de 0,9 ponto percentual), a variação do PIB nominal (com uma redução de 0,4 p.p.), a valorização cambial de 5,8% (que gerou um aumento de 0,7 p.p.) e os juros nominais apropriados (que contribuíram com um aumento de 0,3 p.p.).
Dívida Bruta
No que tange à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) - que compreende as esferas federal e municipal e o INSS - este indicador alcançou 75,3% do PIB em janeiro, totalizando R$8,9 trilhões. Essa cifra representa uma redução de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior.
A evolução positiva da dívida bruta é atribuída principalmente aos resgates líquidos de dívida (reduzindo a proporção em 0,8 p.p.), à variação do PIB nominal (com redução de 0,5 p.p.), à valorização cambial (resultando numa redução de 0,3 p.p.) e aos juros nominais apropriados (que aumentaram a proporção em 0,7 p.p.), conforme informado pela autoridade monetária.