EUA

Maior alta do dólar desde maio de 2020 marca R$5,76

Ibovespa recua 0,31% em dia de tensão no mercado financeiro brasileiro

Ibovespa recua 0,31% em dia de tensão no mercado financeiro brasileiro - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 29/10/2024, às 19h12

Na última terça-feira (29), o dólar registrou uma alta significativa de 0,95%, alcançando R$5,762, o maior patamar desde maio de 2020. Este movimento no câmbio ocorre em meio a um cenário de incerteza econômica no Brasil. Em contraste, a Bolsa de Valores apresentou uma retração de 0,31%, encerrando o pregão com 130.793 pontos.

O panorama econômico nacional se vê influenciado pelas recentes declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele indicou a inexistência de um cronograma definido para implementar medidas de contenção fiscal, mencionando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) requisitou informações adicionais sobre tais propostas. Esta situação contribui para a hesitação dos investidores, que aguardam por diretrizes mais claras.

No cenário internacional, os Estados Unidos divulgam dados sobre o mercado de trabalho que apontam para uma redução nas vagas abertas, agora somando 7,443 milhões, a menor quantidade desde janeiro de 2021. Essa diminuição pode influenciar as futuras deliberações do Federal Reserve em relação à política monetária. Paralelamente, a confiança do consumidor norte-americano alcançou seu ápice em nove meses durante outubro, refletindo um otimismo crescente em relação às condições de emprego.

No contexto brasileiro, a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ganha destaque. O encontro decidirá sobre possíveis ajustes na taxa Selic, atualmente fixada em 10,75% ao ano. Com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrando um aumento de 0,54% em outubro e acumulando 4,47% nos últimos 12 meses, a expectativa do mercado é que a Selic possa ser elevada em 0,50 ponto percentual.

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