Aumento no consumo e quitação de dívidas são esperados
Gabriela Thier Publicado em 17/12/2024, às 14h47
A economia do Brasil se prepara para receber um impulso significativo com o pagamento da segunda parcela do 13º salário, que totaliza R$125,6 bilhões. Essa projeção foi elaborada pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e representa um crescimento de 4,8% em relação aos R$119,8 bilhões que foram desembolsados no ano anterior.
Uma pesquisa conduzida pela CNC revelou que a maior parte desse montante, equivalente a R$44,1 bilhões ou 35%, será destinada a compras de final de ano, refletindo uma intensificação no consumo de bens. Os setores que mais se beneficiarão desse aumento na intenção de compra incluem vestuário e calçados, com uma expectativa de 80% dos consumidores investindo nesse segmento; livrarias e papelarias, com 50%; e lojas de utilidades domésticas, que devem contar com um crescimento de 33% nas vendas.
Além disso, uma quantia considerável de R$42,5 bilhões, representando 34% do total previsto, será utilizada para a quitação ou redução de dívidas. Os consumidores também planejam destinar R$24 bilhões ao consumo de serviços e R$15 bilhões à poupança.
José Roberto Tadros, presidente da CNC, destacou que houve uma melhora no nível de ocupação no mercado de trabalho brasileiro nos últimos doze meses. Ele apontou ainda uma leve redução no comprometimento da renda média da população, que passou de 30,1% no ano passado para 29,9% atualmente.