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Gabriel Galípolo destaca importância de entender reações do mercado

A declaração vem em um contexto de desafios econômicos do Brasil e real desvalorizado

A declaração vem em um contexto de desafios econômicos do Brasil e real desvalorizado - Imagem: Reprodução / Pedro França / Agência Senado

Gabriela Thier Publicado em 29/11/2024, às 15h41

Em um discurso recente em São Paulo, Gabriel Galípolo, diretor de política monetária e futuro presidente do Banco Central, abordou as reações do mercado ao novo pacote fiscal do governo. Galípolo enfatizou a importância de entender as respostas do mercado, em vez de criticá-las, afirmando que: “autoridade monetária se queixar do mercado é igual marinheiro se queixar do mar”. Ele destacou que o Brasil começou o ano com previsões econômicas mais pessimistas, incluindo revisões nas projeções de crescimento do PIB e inflação.

Galípolo ressaltou a relevância de compreender os movimentos do mercado como uma função essencial da autoridade monetária. Ele mencionou que a pressão inflacionária dos Estados Unidos teve um impacto significativo na moeda brasileira, que atingiu novos recordes de desvalorização. "O real foi uma das moedas mais afetadas, seja por questões estruturais ou por particularidades locais", explicou.

Em relação às medidas fiscais propostas pelo governo, Galípolo preferiu não comentar diretamente, mas sublinhou que a principal preocupação do Banco Central é o controle da inflação. Segundo ele, aumentar as taxas de juros é necessário para evitar consequências econômicas mais graves. Ele observou que as ações tomadas nem sempre produzem resultados imediatos e lineares, mas são essenciais dentro de um processo democrático contínuo. "Acredito que a sociedade está evoluindo no enfrentamento das causas subjacentes aos problemas econômicos", concluiu.

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