Selic pode subir para 13,25% em meio à pressão inflacionária
Gabriela Thier Publicado em 28/01/2025, às 19h37
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil inicia nesta terça-feira (28), sua primeira reunião sob a presidência de Gabriel Galípolo. Este encontro se dá em um contexto de crescente pressão sobre a economia, com discussões focadas na possibilidade de um aumento na taxa Selic, atualmente em 12,25% ao ano. As projeções indicam que a taxa pode ser elevada em até 1 ponto percentual, alcançando 13,25% ao ano, caso essa expectativa se concretize, será o quarto aumento consecutivo.
A decisão vem em resposta à recente valorização do dólar e ao aumento nos preços dos alimentos, que têm pressionado a inflação. Em sua ata anterior, o Copom já havia sinalizado a necessidade de um ciclo prolongado de alta nas taxas de juros, considerando a inflação crescente e a valorização da moeda americana como fatores críticos para uma postura monetária mais restritiva.
As previsões sobre a inflação também foram atualizadas, com uma revisão para 2025, que subiu de 4,96% para 5,5%, superando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
A Selic é uma ferramenta fundamental na estratégia do Banco Central para controlar a inflação. Aumentos nessa taxa têm o objetivo de conter a demanda aquecida no mercado, enquanto reduções podem facilitar o acesso ao crédito e estimular a atividade econômica. O Copom realiza reuniões a cada 45 dias; o primeiro dia é destinado a apresentações técnicas e o segundo à avaliação das opções disponíveis.
O próximo Relatório de Inflação está programado para ser publicado no final de março, proporcionando mais insights sobre as expectativas inflacionárias e o desempenho da economia brasileira nos meses seguintes.