Mesmo em um dia ruim, Markus Rehm brilha muito mais do que os adversários. Longe de apresentar uma de suas melhores performances, o alemão sagrou-se

Redação Publicado em 01/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h46
Mesmo em um dia ruim, Markus Rehm brilha muito mais do que os adversários. Longe de apresentar uma de suas melhores performances, o alemão sagrou-se tricampeão paralímpico do salto em distância da classe T64, para amputados de membros inferiores com prótereses, a quarta medalha de ouro dele em Paralimpíadas. Nesta quarta-feira, no Estádio Olímpico de Tóquio, ele cravou 8,18m. O francês Dimitri Pavade (7,39m) e o americano Trenten Merrill (7,08m) completaram o pódio.
Além dos títulos nas Paralimpíadas de Tóquio, do Rio de Janeiro e de Londres no salto, Rehm também tem no currículo um ouro compondo o revezamento 4x100m T42-47 na Rio 2016, e um bronze na mesma prova, conquistado em Londres 2012.
Nesta temporada Rehm havia saltado 8,62m, o que seria suficiente para sagrar-se campeão em todas as Olimpíadas de 1992 para cá. Nesta quarta o alemão não foi tão longe, mas nem precisava. Assumiu a liderança no primeiro salto, com 8,06m. Em nenhum momento foi ameaçado, mesmo queimando duas tentativas. O quinto salto foi o melhor, na marca de 8,18m, e selou a conquista do terceiro ouro paralímpico dele na prova.
O Brasil disputou duas finais nesta quarta. Nos 100m T36, para atletas paralisados cerebrais, Samira Brito terminou na sétima colocação com 15s27. O ouro ficou com a chinesa Yiting Shi, que sobrou na pista e quebrou o recorde mundial da prova com impressionantes 13s62. Elena Ivanova, do Comitê Paralímpico Russo, e Danielle Aitchison, da Nova Zelândia, completaram o pódio.
Na segunda final com presença brasileira, Ariosvaldo Fernandes, o Parré, de 44 anos, conseguiu um honroso quarto lugar nos 100m da categoria T53, para cadeirantes. Apesar de ter um equipamento inferior ao dos adversários, o brasileiro cobriu a distância em 15s41. O tailandês Pongsarkorn Paeyo foi o vencedor, com direito a recorde paralímpico, com 14s20.
O país também foi representado nas classificatórias de provas de velocidade para deficientes visuais. Nos 100m feminino T12 Viviane Ferreira Soares terminou em primeiro lugar na quarta bateria após a desclassificação da venezuelana Alejandra Perez Lopez e passou às semifinais. O tempo de 12s62 foi o melhor da brasileira na temporada mas apenas o quinto no geral.
Nas semifinais dos 100m T11 masculino não deu para o Brasil. Na primeira bateria, vencida pelo francês Timothee Adolphe, Felipe Gomes foi apenas o quarto colocado com 11s68 e não avançou à final. Lucas Prado também se despediu. Ele ficou terceiro na segunda bateria, vencida pelo grego Athanasios Chavelas, com 11s44.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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