O governador de São Paulo e candidato à reeleição pelo PSB, Márcio França, visitou na manhã desta sexta-feira (19) um prédio da Companhia de Desenvolvimento

Redação Publicado em 19/10/2018, às 00h00 - Atualizado às 17h50
O governador de São Paulo e candidato à reeleição pelo PSB, Márcio França, visitou na manhã desta sexta-feira (19) um prédio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) no Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, e prometeu instalar elevador em 2 mil prédios antigos de moradia popular em todo o estado. O objetivo é facilitar a mobilidade dos moradores, especialmente de idosos, crianças e deficientes físicos.
“Aqui na Grande São Paulo, litoral e algumas regiões mais adensadas existem 2 mil prédios feitos por nós que tem de 5 a 7 andares. Claro que foi importante trazer as famílias para uma situação nova, mas depois de um certo tempo isso vira um incômodo. A gente começou com planejamento de instalar elevadores em 200 deles para depois chegar aos 2 mil para que todos os prédios feitos pela CDHU possam ter elevador”, afirmou o governador, em caso de reeleição.
O projeto piloto foi realizado no prédio visitado nesta manhã na Rua Emílio de Souza Doca. O custo médio de instalação dos elevadores e manutenção é de R$ 250 mil e será custeado pelo governo do estado. “A manutenção é feito com fotovoltaica, ou seja, a iluminação que irradia do sol paga e remunera o próprio custeio do elevador”, disse.
Além de instalar elevadores nos prédios do CDHU antigos, França disse que as unidades novas já terão o maquinário.
Após o período de três anos o custeio com a manutenção dos elevadores passam a ser os moradores dos condomínios. “Se o elevador não for usado muito, a gente sempre orienta os moradores, parte da energia é vendida de volta na rede e abaixa a conta de luz no prédio”, declarou.
Para a implantação dos elevadores nos 2 mil prédios do estado será necessário fazer um processo licitatório.
Outro projeto na área de habilitação defendido por França é a criação de lotes urbanizados. “Nós queremos no interior fazer lote urbanizado, lotes de 125 metros quadrados com rua, esgoto, água, e dar um cartão de R$ 8 mil para cada um para eles comprarem o seu material de construção e fazer no regime de mutirão”. De acordo com o governador o custo final da casa seria de R$ 13 mil ao invés de R$ 120 mil e os imóveis seriam entregues com mais rapidez.
Ele ressaltou que no caso da capital paulista a falta de terrenos é um empecilho, por isso, quer adotar o modelo do retrofit no Centro da cidade. O retrofit será usado para reformar apartamentos ociosos ou abandonados no Centro de São Paulo. Segundo ele, os apartamentos seriam reformados pela iniciativa privada e comprados posteriormente pelo governo do estado. “É possível fazer apartamentos com 1 ou 2 quartos no Centro de São Paulo com valores de R$ 100 mil a R$ 120 mil, o preço que a gente paga nas casas. Isso dá pra fazer, ou seja, comprar 10 mil unidades por ano”, afirmou.
O candidato à reeleição disse que seu adversário político fez um debate duro com ele na noite desta quinta (19) na TV Bandeirantes.
“O Doria é uma pessoa que tem capacidade de comunicação, é a profissão dele. Eu disse pra todo mundo que ele é o maior produtor de eventos que eu conheci em toda a minha vida”, alfinetou.
Sobre o site Pode Desconfiar, criado pela campanha de Doria, com supostas informações sobre a trajetória de Márcio França anunciado durante o debate, o governador criticou e disse que o tucano mente. “Primeiro que é ilegal criar um site para falar mal de mim”, disse.
Já sofre o reajuste de 25% prometido aos policiais militares, França disse que ao contrário do que Doria diz ele irá dar. “Ele fala sobre a história dos 25%, que eu desfiz a minha palavra. Eu repito: os policiais militares e civis, os servidores públicos, terão reposição de 25%. A diferença é que eu não disse que seria feito no primeiro ano, vai ser feito ao longo dos 4 anos.”

Márcio França visita CDHU — Foto: Tatiana Santiago/G1
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