Governador de São Paulo não participou de evento com o presidente, que anunciou investimentos de R$ 1,8 bilhão e ampliação da vacinação contra a dengue

Letícia Sales Publicado em 09/02/2026, às 11h49
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não participou da agenda cumprida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (9), no Instituto Butantan, na capital paulista. O encontro marcou o anúncio de investimentos bilionários para a expansão da produção de vacinas no país e o início da vacinação contra a dengue para profissionais da saúde.
Segundo a agenda oficial do Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio teve apenas um compromisso público ao longo do dia: uma reunião, às 18h, com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP). A ausência do governador chamou atenção em um evento realizado em território paulista e com forte impacto para o sistema de saúde do estado.
A cerimônia no Butantan contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ministros do governo federal, entre eles Alexandre Padilha (Saúde), Rui Costa (Casa Civil), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). Pelo governo estadual, participaram o secretário de Saúde, Eleuses Paiva, e o diretor do instituto, Esper Kallás.
Durante o evento, Lula assinou ordens de serviço para a construção de duas novas fábricas no Instituto Butantan e a modernização de outras duas unidades. O investimento total soma R$ 1,8 bilhão, sendo R$ 1,4 bilhão do governo federal e R$ 400 milhões do governo paulista.
Também foi anunciado o início da vacinação contra a dengue, em todos os estados, voltada a profissionais da Atenção Primária à Saúde. A ação será possível graças a uma vacina 100% nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan. A previsão é imunizar cerca de 1,2 milhão de trabalhadores do SUS em todo o país, incluindo mais de 216 mil apenas em São Paulo.
Além disso, as novas estruturas permitirão que o Brasil passe a produzir o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) de vacinas estratégicas, como a DTPa — contra difteria, tétano e coqueluche — e a vacina contra o HPV, reduzindo a dependência de insumos importados. A unidade da DTPa, sozinha, receberá aporte de R$ 550,7 milhões e terá capacidade de produzir até 6 milhões de doses por ano.
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