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MPOX

Surto de Mpox se espalha no país e tem quase 1.500 infectados

O Ministério da Saúde confirma quase 1.500 infecções, com maioria concentrada no Sudeste

A região Sudeste concentra 77% das infecções no país, com São Paulo liderando - Imagem: Reprodução / X @forumpandlr
A região Sudeste concentra 77% das infecções no país, com São Paulo liderando - Imagem: Reprodução / X @forumpandlr

Sabrina Oliveira Publicado em 30/10/2024, às 10h42


O Brasil está registrando um aumento significativo de casos de Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) em 2024. De acordo com dados atualizados pelo Ministério da Saúde, o país já soma 1.495 infecções confirmadas ou prováveis. Além disso, outras 564 ocorrências estão sob análise para verificação da doença.

A região Sudeste lidera as estatísticas nacionais, concentrando 77,8% das infecções totais. Somente São Paulo contabiliza 774 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, que registra 219 infecções. A maior parte dos afetados é formada por homens, especialmente na faixa etária de 18 a 39 anos, com 1.400 casos até o momento. Apesar do alto número de infectados, não foram registradas mortes relacionadas à doença em 2024. No entanto, 114 pessoas precisaram ser hospitalizadas, e 13 delas foram internadas em unidades de terapia intensiva (UTIs).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a classificar a Mpox como uma emergência global em agosto, devido ao avanço do número de casos no mundo e à disseminação de uma nova cepa do vírus. Atualmente, 18 países reportam infecções, com a maior concentração na África, que registra 45,6 mil casos.

A Mpox é uma doença zoonótica causada pelo vírus MPXV, transmitida principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas. A transmissão pode ocorrer por meio de relações sexuais ou exposição direta às lesões da pele dos infectados. O período de incubação da doença varia entre três e 16 dias.

Os sintomas iniciais incluem febre alta, dores de cabeça e musculares, calafrios e exaustão. Nos três primeiros dias após o início da febre, surgem erupções cutâneas que podem se espalhar pelo corpo. O diagnóstico precoce e o isolamento dos pacientes são fundamentais para evitar a disseminação do vírus.


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