Diário de São Paulo
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Pacientes do Hospital Geral de Pedreira, na Zona Sul de SP, aguardam por cirurgia em cadeiras e macas espalhadas em corredores

Superintendente da Organização Social afirma que problemas são causados por superlotação no pronto-socorro, que tem 104 pacientes

Imagem: Reprodução | TV TEM
Imagem: Reprodução | TV TEM

Publicado em 21/07/2022, às 08h26 G1


Pacientes do Hospital Geral de Pedreira, na Zona Sul da capital paulista, reclamam das más condições de atendimento do local, que pode levar horas. Muitos aguardam por cirurgia internados em cadeiras e macas espalhadas pelos corredores.
De acordo com as denúncias, não há médicos e enfermeirossuficientes para atender os pacientes. Alguns afirmam que estão há dez dias sem tomar um banho. Quando há troca de turno, o paciente perde todas as informações do prontuário. Um paciente relatou que o funcionário do hospitaldisse a ele que era necessário contratar um cuidador particular para ajudá-lo.
Também há reclamações de que o ar-condicionado não está funcionando em várias salas, incomunicabilidade com os médicos, e exigência de apenas um visitante cadastrado.
Inaugurado em junho de 1998, o HospitalGeral de Pedreira tem mais de 22 mil metros quadrados de área construída, pronto-socorro 24 horas, sete salas de cirurgia e 289 leitos. É uma referência na região.
A unidade de saúde é estadual, mas administrado pela Organização Social (OS) Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), ou seja, trata-se de um serviço público terceirizado.
De acordo com Nacime Salomão Mansur, superintendente da SPDM, o problema é a lotação do local.
“Nós estamos vivendo nesse momento, desde sábado, uma superlotação no pronto-socorro, que tem 104 pacientes. É evidente que tentamos, dentro dessa situação de superlotação, fazer o melhor possível”, afirmou.
De acordo com o governador Rodrigo Garcia (PSDB), o hospital pode ter de pagar multa caso seja comprovado alguma irregularidade.
“As organizações sociais têm um contrato com o estado. Nesses contratos elas são obrigadas a fornecer consultas, exames, cirurgias. O estado fiscaliza justamente o resultado desses contratos e quando identifica alguma anomalia, além da multa podemos chegar até à rescisão desse contrato. Se houve alguma falha o estado vai apurar, para ter um combate rigoroso com relação a essa falha, mas confia na prestação de serviço.”

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