Neste caso, falta imunizante para crianças da faixa etária dos 3 aos 4 anos e 11 meses

Jair Viana Publicado em 19/07/2022, às 21h13
O governador Rodrigo Garcia (PSDB) enfrenta um problema que é exclusivamente de seu governo: falta Coranavac para vacinar crianças de 3 a 4 anos e 11 meses.
Ele mesmo admitiu nesta terça-feira (19) que o Instituto Butantan não tem estoque suficiente do imunizante para vacinar todas as crianças da faixa etária alvo.
Segundo Garcia, o governo paulista aguarda a inclusão dessa faixa etária no Programa Nacional de Imunização (PNI) pelo Ministério da Saúde para a produção e envase da vacina.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacinação das crianças nessa faixa etária na última quarta-feira (13), mas o Butantan não tem no estoque a vacina.
O Instituto é fornecedor da Coronavac para todo o Brasil. Só no estado de São Paulo são 1,1 milhão de crianças que agora poderiam se vacinar caso o imunizante estivesse disponível, admitiu o governador.
"O Butantan nos informa que não tem estoque da Coronavac e que aguarda a inclusão dessa vacina no Programa Nacional de Imunização (PNI) dessa vacina para crianças de 3 a 5 anos para que ele possa acionar o laboratório parceiro, trazer as vacinas, envasar e distribuir para todo o Brasil. O início desse processo vai se dar com a inclusão oficial da Coronavac para vacinar crianças de 3 e 5 anos no PNI", disse.
O município de São Paulo vai iniciar a vacinação contra a Covid-19de crianças na próxima quarta-feira (20). A capital tem cerca de 15 mil crianças com comorbidades nestas idades.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também disse que ainda não é possível vacinar todas as crianças desta faixa etária porque a capital não tem vacinas suficientes em estoque.
No total, a capital tem 313.826 crianças com 3 e 4 anos. Garcia reafirmou nesta terça a falta de doses suficientes para todas as crianças nos estoques municipais.
"Tenho visto que os prefeitos de São Paulo e do Brasil que muitas vezes têm estoque da vacina e iniciaram a vacinação e os cumprimento por isso, eles têm autonomia federativa para tomar essa decisão, mas é importante que o Ministério da Saúde se pronuncie rapidamente para que a gente inicie a importação e o envase da vacina senão em algum momento teremos falta de vacinas. Os estoques que estão hoje nas prefeituras não dão para todos aqueles que têm direito, só aqui em São Paulo são 1,1 milhão de crianças, não temos isso em estoque".
O governador afirmou ainda que descarta adquirir as vacinas por conta própria para imunizar as crianças paulistas. "Não é correto só São Paulo com recursos próprios vacinar crianças paulistas, o ideal é que todo o Brasil possa vacinar", finalizou.
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