Estado de São Paulo lidera as estatísticas, contabilizando 998 casos, o que corresponde a 53% do total de infecções registradas

William Oliveira Publicado em 18/12/2024, às 08h38
O Brasil está prestes a ultrapassar a marca de 2 mil casos de Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos. De acordo com o boletim mais recente do Ministério da Saúde, até o dia 10 de novembro, foram reportados 1.877 casos confirmados ou suspeitos da doença, enquanto outros 371 permanecem sob investigação.
A região Sudeste se destaca como a mais afetada pela Mpox, com um total de 1.424 infecções, representando 75,9% do total nacional. O estado de São Paulo lidera as estatísticas, contabilizando 998 casos (53% do total), seguido pelo Rio de Janeiro, com 355 casos (17,8%).
O perfil predominante entre os casos confirmados e suspeitos revela que a maioria das infecções ocorre em homens (1.767 ao todo) na faixa etária entre 18 e 39 anos. Até o momento, não foram registrados óbitos relacionados à doença este ano. Contudo, as internações hospitalares somam 134, incluindo 13 pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reclassificou a Mpox como uma emergência global em agosto, uma decisão motivada pelo aumento significativo no número de casos ao redor do mundo e pela disseminação de uma nova variante do vírus. Globalmente, 20 países relataram infecções pela doença, com a maioria dos casos concentrados na África, onde são registradas aproximadamente 62 mil infecções.
O que é a doença?
A Mpox é provocada pelo vírus mpox (MPXV) e é considerada uma doença zoonótica viral. A transmissão para seres humanos pode ocorrer por meio do contato próximo com indivíduos infectados, especialmente durante relações sexuais. O período entre a exposição ao vírus e o início dos sintomas varia de três a 16 dias.
Os sintomas iniciais da Mpox incluem febre repentina, dores de cabeça, dor muscular, dor nas costas, aumento dos gânglios linfáticos, calafrios e fadiga. Após três dias da manifestação inicial, o paciente pode começar a apresentar erupções cutâneas.
Conforme orientações da OMS, a principal estratégia preventiva consiste em evitar o contato direto com pessoas suspeitas ou confirmadas como portadoras da doença.
Para profissionais de saúde que necessitem interagir com esses indivíduos, recomenda-se o uso de luvas, máscaras e óculos de proteção. Além disso, é aconselhável que os infectados não compartilhem itens pessoais como toalhas, roupas e lençóis.
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