O aumento expressivo de pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 internados no estado de São Paulo desde meados de fevereiro teve como resultado a

Redação Publicado em 14/04/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h43
O aumento expressivo de pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 internados no estado de São Paulo desde meados de fevereiro teve como resultado a reversão de uma tendência que havia se mantido desde o início da pandemia. Agora, a quantidade de pessoas que estavam internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e morreram supera a de doentes que venceram a doença e tiveram alta médica, segundo dados do Ministério da Saúde.
Na semana 7 de 2021, que teve início em 14 de fevereiro, pelo menos 52% dos pacientes que entraram na UTI morreram. Neste intervalo, 48% receberam alta da UTI. Os dados podem ser observados no gráfico abaixo, a partir da coluna “semana 7”, no canto direito. O trecho em vermelho da coluna se refere às mortes, enquanto a parte azul equivale às altas.
Nas quatro semanas seguintes à semana 7, que incluem o intervalo entre os dias 14 de fevereiro e 13 de março, as mortes continuaram superando as altas na UTI. Isso também pode ser observado no gráfico abaixo.
Os dados analisados pela produção da TV Globo são do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), do Ministério da Saúde. O período analisado foi desde o início da pandemia até 13 de março de 2021. Depois desta data, os dados ainda estavam incompletos e não foram considerados .
Os números contrariam dados divulgados pelo governo estadual em entrevista à imprensa na última sexta-feira (9). Na ocasião, Paulo Menezes, membro do Comitê de Contingência do governo paulista, afirmou que “nós hoje temos uma letalidade de UTI no estado de São Paulo de cerca de menos de 30%”.
Nesta terça-feira (13), em entrevista coletiva, o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, confirmou a taxa de letalidade nas UTIs acima de 50% e atribuiu o aumento ao crescimento de casos envolvendo pessoas jovens.
“É uma doença que vem se mostrando mais agressiva especialmente em jovens”, afirmou Gorinchteyn. “
À medida que esses jovens retardam também a sua procura às unidades de saúde, até porque se sentem mais tranquilos por serem jovens, vêm numa condição muito mais grave. Aí, sim, a letalidade atinge a cifra de 50%, 52%.”
Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde explicou que, “considerando os óbitos e internações da semana epidemiológica 14 [entre 4 e 10 de abril], a letalidade foi de 30%, o que condiz com os dados apresentados na coletiva da última sexta-feira (9)”.
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G1
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