Maura Higgins teve uma rara infecção bacteriana ao esquecer de trocar o absorvente

Vitória Tedeschi Publicado em 27/10/2022, às 17h10
A modelo irlandesa Maura Higgins, de 31 anos, revelou recentemente que quase morreu por esquecer de retirar o absorvente íntimo interno de dentro do próprio corpo. O item ficou três meses no corpo da mulher, que teve um rara condição de infecção bacteriana chamada síndrome do choque tóxico.
No programa "Shopping with Keith Lemon", Maura Higgins contou sobre as complicações da síndrome, em inglês na sigla TSS, e o como se sentiu com a doença.
"Eu não sou médica, não sei muito sobre isso [TSS], mas eu sei que você não deve deixar um absorvente interno por mais de, eu acho que são nove horas, acho que é o máximo", disse ela. Em seguida, ela contou sobre o absorvente interno que ficou dentro do seu corpo durante três meses.
"Havia um absorvente dentro de mim por três meses. Quando o médico encontrou, estava grudado no colo do útero. E eu estava tão doente. Eu não sabia o que estava acontecendo... Houve pessoas que morreram por isso acontecer".
Maura finalizou com um alerta para outras mulheres.
“As jovens podem não ter notado, como você sai à noite, e se você ficasse muito bêbada e esquecesse, tipo, essas coisas realmente acontecem, e as pessoas não falam sobre isso”.
O que é a Síndro do Choque Tóxico?
De acordo com o site do Hospital Santa Paula, a síndrome do choque tóxico é uma condição de emergência de saúde relacionada a uma infecção bacteriana. Ela costuma ser frequentemente associada ao uso de absorventes internos.
As bactérias relacionadas à síndrome do choque tóxico são a Staphylococcus aureus e o Streptococcus pyogenes. Na maioria das vezes, elas entram em contato com o organismo devido a uma infecção de pele ou pelo uso prolongado de absorvente íntimo.
Dentre os sintomas de choque tóxico estão:
Febre alta; Pressão sanguínea baixa (hipotensão); Confusão mental; Tontura;Cefaleia (dor de cabeça); Vômitos; Diarreia; Dores musculares; Vermelhidão nos olhos, boca e garganta. Os sintomas também podem estar relacionados à insuficiência renal, aumento das enzimas hepáticas e queda no número de plaquetas
Entre as décadas de 1980 e 90 o material utilizado na composição dos absorventes internos foi alterado no intuito de reduzir a incidência de síndrome do choque tóxico entre as mulheres.
Contudo, mesmo hoje em dia, o risco de síndrome do choque tóxico aumenta muito quando se passa mais de seis horas com o mesmo produto.
Portanto, uma boa forma de prevenir a síndrome do choque tóxico é trocando de absorvente frequentemente. Além disso, quem já teve o problema não deve utilizar absorventes internos, uma vez que o choque tóxico pode voltar a ocorrer.
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