O caso chocou muitos internautas que passaram a procurar informações pelo produto

Mateus Omena Publicado em 07/11/2022, às 18h22
Um jovem passou por uma experiência bastante fora do comum após tomar um remédio controlado, indicado para a insônia, e, horas depois, ser encontrado fora de si em Buenos Aires, na Argentina.
A situação ganhou destaque nas redes sociais junto a forte repercussão do uso indiscriminado de um remédio. Alguns consumidores do medicamento foram ao Twitter relatar suas experiências com o fármaco, principalmente depois que o programa "Fantástico", da TV Globo, abordou o assunto em uma reportagem.
Alguns usuários relataram que tiveram sonambulismo, alucinações e outras sensações estranhas com a ingestão do remédio controlado. Na reportagem, exibida no último domingo (6), Pedro Henrique Alves, de 22 anos, disse que, durante um caso de alucinação, comprou duas passagens para Buenos Aires.
"Quando me deitei, senti fome, levantei, peguei comida na geladeira e sentei na cama. Fiquei olhando o Instagram e, começou aí, os lapsos de memória", relatou.
E acrescentou:
"Comprei dois pacotes de viagem para Buenos Aires, cada pacote custou R$ 4,5 mil, totalizando R$ 9 mil. Pela manhã, a agência estava ligando. Na primeira vez que atendi, eles me perguntaram se eu reconhecia a compra. Falei que precisava cancelar, a mulher me perguntou o motivo e eu respondi: 'Tive uma alucinação, acreditei que a minha avó era rainha de Genóvia e estava me esperando em Buenos Aires'".
O uso do remédio controlado deixou muitos internautas preocupados e curiosos, fazendo com que o assunto ganhasse ampla repercussão. De acordo com a plataforma Google Trends, a procura pelo fármaco aumenta na ferramenta de busca desde agosto, quando houve pico de pesquisas.
Agora, os relatos de jovens que apresentam episódios de alucinação se espalham nas redes sociais.
Mesmo que alguns pacientes confirmem que o remédio tem efeito imediato no sono, existe um protocolo recomendado pelos médicos para o uso do medicamento.
De acordo com a bula do remédio, a duração do tratamento deve ser a menor possível, e, assim como com todos os hipnóticos, não deve ultrapassar quatro semanas.
Em entrevista ao "Fantástico", a neurologista e pesquisadora do Instituto do Sono, Dalva Poyares, explicou que o medicamento não tem ação sedativa, trata-se de um hipnótico direto.
"É como se eu estivesse acordada e, ao mesmo tempo, dormindo. É muito semelhante ao sonambulismo", explicou a neurologista.
Como o medicamento age fortemente no corpo, a recomendação é de que o paciente repouse logo após a ingestão do remédio. Dessa maneira, será possivel evitar qualquer tipo de ação após o uso do medicamento.
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