Ministério da Saúde garante vacinas eficazes para conter novas cepas da Covid-19

Sabrina Oliveira Publicado em 30/10/2024, às 10h18
O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, intensificou esforços para garantir a oferta de vacinas e recuperar a confiança da população no sistema de imunização. Desde o início de seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso com a ciência e a promoção da saúde, colocando a vacinação como prioridade da gestão.
Um dos primeiros passos foi a reativação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que havia perdido força nos últimos anos. Esse movimento já mostra resultados, mas ainda enfrenta desafios, como uma recente falta temporária de vacinas contra a Covid-19. O problema surgiu devido à curta validade dos lotes recebidos, o que exigiu que o governo solicitasse substituições ao fabricante e priorizasse a liberação pela Anvisa.
Atualmente, 1,2 milhão de novas doses já foram enviadas a estados como São Paulo, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outros estados devem receber lotes até o fim de outubro, e o Ministério também adquiriu mais 69 milhões de doses para garantir o abastecimento até 2026. A estratégia inclui imunizantes atualizados contra variantes da Covid-19, em linha com as recomendações da OMS.
Desde que o governo retomou o PNI, o cenário de desabastecimento generalizado começou a ser revertido. Vacinas pediátricas, como a BCG e a poliomielite oral, voltaram ao estoque, assim como a tríplice viral e a hepatite-B. No entanto, alguns imunizantes continuam apresentando desafios, devido à escassez no mercado global e à capacidade de produção local.
Para suprir lacunas, o governo tem adaptado estratégias: imunizantes como a Meningo-C foram substituídos pela Meningo-ACWY, e a DTP deu lugar à pentavalente. Além disso, 1,5 milhão de doses de vacina contra varicela já foram distribuídas aos municípios, com uma nova remessa emergencial prevista para novembro. No mesmo período, 6,5 milhões de doses contra febre amarela serão disponibilizadas.
A campanha Movimento Nacional pela Vacinação também foi lançada para combater a desinformação que se espalhou durante a pandemia, alimentada por discursos negacionistas e fake news. O impacto dessa desinformação fez com que a confiança no sistema de vacinação caísse, mas a nova gestão tem conseguido reverter a tendência, tirando o Brasil da lista dos 20 países com pior cobertura vacinal, segundo o Unicef.
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