Diário de São Paulo
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Tratamento contra o câncer

Anvisa aprova novo medicamento oral para o tratamento de câncer de mama avançado

Produzido pela Eli Lilly, o Inluriyo surge como alternativa terapêutica para pacientes com mutação genética específica que já passaram por terapia hormona

A nova medicação oferece uma alternativa independente, sem necessidade de combinações com quimioterápicos tradicionais - Imagem: Reprodução/Magnific
A nova medicação oferece uma alternativa independente, sem necessidade de combinações com quimioterápicos tradicionais - Imagem: Reprodução/Magnific

Letícia Sales Publicado em 23/06/2026, às 11h02


O combate ao câncer de mama ganhou um novo aliado no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Inluriyo (tosilato de inlunestranto), uma terapia oral voltada para pacientes adultos com tumores em estágio avançado. A liberação do composto foi publicada oficialmente no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (22).

Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o remédio é direcionado a pessoas que já enfrentaram a terapia endócrina — o popular tratamento hormonal — mas não obtiveram a resposta definitiva contra a evolução da doença. O medicamento chega para suprir a demanda de casos em que o tumor está localmente avançado e não pode ser retirado por cirurgia, ou quando já houve metástase, que é a propagação das células cancerígenas para outros órgãos do corpo.

Alvo terapêutico e especificidade genética

O Inluriyo não será aplicado de forma generalizada. A Anvisa determinou que o uso é restrito a um perfil muito específico de pacientes, cujo diagnóstico aponte:

  • Receptor de estrogênio positivo (ER+);
  • Receptor HER2 negativo (HER2-);
  • Presença da mutação no gene ESR1.

A identificação desse panorama genético e celular ocorre por meio de exames laboratoriais detalhados durante o monitoramento clínico. Encontrar essas características ajuda a equipe médica a direcionar o tratamento com maior precisão, aumentando as chances de eficácia. Outra vantagem da nova medicação é a sua independência: o fármaco foi homologado para uso isolado, eliminando a necessidade de combinações com outras drogas quimioterápicas no dia a dia.

A chegada de novas alternativas de tratamento reforça o enfrentamento da neoplasia que mais afeta a população feminina no país. De acordo com os dados consolidados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama lidera as estatísticas de diagnósticos oncológicos entre as mulheres brasileiras, representando 30,1% do total de casos registrados. No triênio recente, a estimativa nacional alcançou a marca de 73.610 novas ocorrências, o que eleva a relevância de novos registros de medicamentos no mercado nacional.


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