
por Rodrigo Sayeg
Publicado em 11/05/2023, às 07h29
Uma coluna um pouco diferente desta vez caro leitor. Mas às vezes parece que precisamos de sabedoria.
Na minha jornada, seja como jovem advogado, seja como filho mais velho de uma família incrível, seja como marido em um casal feliz e novo, seja como professor ou como aluno, percebi algo. Quase que uma verdadeira missão. Há um legado que nos é passado das gerações anteriores.
Só no caso brasileiro tivemos verdadeiros heróis, pessoas de todas as classes, etnias e gêneros que lutaram contra as injustiças de um sistema opressor e nos deram a nossa primeira constituição efetivamente democrática, que tem logo em seu preâmbulo as aspirações e vontade do Povo Brasileiro.
Vejamos o texto do preâmbulo, no qual é declarado que os representantes do povo brasileiro estavam reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias.
Foi assim, sob a proteção de Deus, que foi promulgada a nossa Constituição.
Porém 1988 foi a bastante tempo e ainda estamos tentando cumprir essa promessa.
Por isso que esta coluna vem com a ideia de sabedoria, pois já chegou a hora da minha geração assumir a bandeira que estes gigantes carregaram por tanto tempo. Vejo pelo exemplo de meu pai, o Professor Ricardo Sayeg, e tento a todo tempo aprender e absorver a sabedoria que ele transmite. Vejo os exemplos dos professores que tive, todos eles sempre dividindo também seu vasto conhecimento.
Quando Salomão assumiu o Reino de David, Deus lhe ofereceu tudo que ele gostaria. Ele naquele momento pediu sabedoria. É isso que a nossa geração precisa, de sabedoria para ouvirmos aqueles que lutaram e ainda lutam no cumprimento da promessa constitucional.
Novamente repito, que está na hora de nos perguntarmos o que podemos fazer pelo Brasil. Mas aproveito aqui para adicionar uma resposta. Talvez, podemos pedir a sabedoria daqueles que já serviram e servem até hoje na edificação de nossa nação.

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