A decisão da Justiça sobre o processo contra a vice-presidente argentina foi divulgada nesta terça-feira (6)

Mateus Omena Publicado em 06/12/2022, às 18h25
A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi condenada pela Justiça do país nesta terça-feira (6) a 6 anos de prisão pela acusação de ter chefiado uma organização criminosa para desviar dinheiro do Estado.
Por outro lado, a política nega as acusações e insiste que é vítima de uma perseguição política. Anteriormente, a pena máxima era de 12 anos de prisão.
Embora tenha sido condenada pelo crime, Cristina não vai ser presa porque tem foro privilegiado.
Na Argentina, a vice-presidente também ocupa o cargo de presidente do Senado. Cristina exerce as duas funções até o fim da gestão do atual presidente, Alberto Fernández, e pode se candidatar a um terceiro mandato. Em outras palavras, ela pode ser candidata, mesmo com essa condenação judicial de primeira instância.
Cristina ainda pode recorrer da sentença em outras instâncias da Justiça até chegar ao Supremo Tribunal Federal do país sul-americano. Esse processo pode durar anos. Se ela for condenada em última instância, perderá para sempre o direito de ocupar cargo público.
A ex-presidente da Argentina foi acusada pelo Judiciário de chefiar uma associação criminosa e de administração fraudulenta durante o período em que Néstor Kirchner foi presidente (de 2003 a 2007) e durante as gestões da própria Cristina (de 2007 a 2015).
Segundo a acusação, essa organização cometeu fraudes que tiraram US$ 1 bilhão do Estado.
Além de Cristina, foram julgadas outras 12 pessoas. Entre elas estão: o empresário Lázaro Báez; o ex-ministro Julio de Vido; o ex-secretário José López, ex-chefe do departamento de obras Nelson Pieriotti.
Um empresário chamado Lázaro Báez tinha uma empreiteira que, na verdade, servia para desviar dinheiro do governo argentino.
Essa empresa conseguia contratos para fazer obras públicas; foram 51 obras para as quais ela foi contratada. Várias delas tiveram estouros de orçamento e algumas não foram concluídas.
Assim que acabou o segundo mandato presidencial de Cristina, em 2015, a empresa desapareceu. O processo teve duração de 3,5 anos até a condenação desta terça-feira (6).
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