Em contrapartida, Dallagnol afirmou que “as vozes dos brasileiros foram caladas”

Marina Roveda Publicado em 17/05/2023, às 09h23
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou por unanimidade o registro de candidatura do deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), resultando na perda de seu mandato. Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público do Paraná, foi considerado culpado por irregularidades ao pedir exoneração enquanto enfrentava processos disciplinares internos. Esses processos poderiam resultar em punições, o que é proibido pela Lei da Ficha Limpa e da Inelegibilidade para candidatos que deixam o Judiciário ou o Ministério Público para evitar penalidades.
Com a decisão do TSE, os votos recebidos por Dallagnol na eleição serão atribuídos ao partido. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná será responsável por executar imediatamente a decisão, e Dallagnol ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Dallagnol foi eleito nas eleições de outubro do ano passado, recebendo 344 mil votos e sendo o deputado mais votado do Paraná. A cassação de seu registro não implica em inelegibilidade, permitindo que ele concorra em futuras eleições.
Dallagnolexpressou indignação com a perda de seu mandato, atribuindo a decisão do TSE a uma "vingança" contra aqueles que lutaram contra a corrupção. O Podemos, partido ao qual ele é filiado, declarou que não medirá esforços para avaliar medidas de defesa em apoio ao deputado, afirmando que o Brasil e o parlamento nacional perdem com a decisão do TSE.
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