Desde 2011, o nome do ex-deputado, assassinado durante a ditadura militar, está sendo discutido para a inclusão no Livro dos Heróis da Pátria

William Oliveira Publicado em 07/01/2025, às 09h41
A Câmara dos Deputados tem se empenhado desde 2011 em reconhecer o legado do ex-deputado Rubens Paiva, assassinado durante a ditadura militar em 1971. O objetivo é inscrever seu nome no Livro dos Heróis da Pátria, uma homenagem ainda não concretizada.
O primeiro movimento nesse sentido ocorreu há 14 anos, quando foi apresentado um projeto de lei, de autoria do então deputado Luiz Noé (PSB-RS), solicitando a inclusão de Paiva no panteão nacional. No entanto, a proposta foi arquivada em 2015, sem avanços significativos.
Com o recente lançamento do filme "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles, duas novas propostas foram protocoladas na Câmara em 2024, reforçando a demanda por uma homenagem a Rubens Paiva. Os projetos foram elaborados pelos deputados Josenildo Ramos (PT-BA) e Erika Kokay (PT-DF) em novembro do ano passado. Entretanto, até o momento, as iniciativas permanecem paralisadas sob a responsabilidade do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
Além dessas tentativas legislativas, outra ação para homenagear Rubens Paiva foi proposta em 2014 pelo deputado Renato Simões (PT-SP), que sugeriu a alteração do nome da Ponte Rio-Niterói. A proposta era substituir o nome atual, "Costa e Silva", pelo de Rubens Paiva, buscando dar maior visibilidade à sua memória.
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