Caso foi registrado na Polícia Civil do DF; parlamentar nega agressão, diz que houve erro técnico e que reação ocorreu em meio a forte dor

Lívia Gennari Publicado em 02/05/2026, às 11h15
Uma técnica de enfermagem registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal na noite da última quinta-feira (30) após afirmar ter sido agredida pelo senador Magno Malta (PL-ES) durante a realização de um exame no parlamentar. O episódio ocorreu no Hospital DF Star, em Brasília, onde ele estava internado após um mal-estar.
Segundo o relato da profissional à polícia, ela realizava um exame de angiotomografia quando houve uma intercorrência na aplicação de contraste, que teria extravasado no braço do senador. Ao tentar fazer a compressão do local, ela afirma que foi surpreendida por um tapa no rosto, que teria entortado seus óculos, além de xingamentos como “imunda” e “incompetente”. Após o episódio, ela deixou a sala e acionou a equipe médica.
O senador havia sido internado após apresentar um quadro de pressão baixa ao chegar ao Congresso Nacional na manhã do mesmo dia. Ele participaria da sessão que analisou a derrubada do veto presidencial ao projeto conhecido como PL da Dosimetria.
Em nota inicial, Magno Malta afirmou que houve uma “falha técnica” durante o procedimento e disse ter alertado a equipe sobre irregularidades, relatando ainda fortes dores. Mais tarde, o parlamentar negou ter agredido a profissional.
Mais tarde, nas redes sociais, o senador divulgou um vídeo em que afirmou nunca ter agredido uma mulher e disse ser ele próprio a vítima do episódio.
Vocês me conhecem, eu nunca levantei a mão, nem nas minhas filhas, nem em ninguém, em nenhuma mulher”, declarou.
A defesa do senador também contestou a acusação, afirmando que houve erro na administração do contraste, o que teria provocado dor intensa, trombose e hematoma no braço direito. O grupo jurídico sustenta que Malta estaria sob medicação forte e com quadro clínico delicado, incluindo investigação de possível acidente isquêmico transitório (AIT) e histórico de câncer com comprometimento da medula óssea. Para os advogados, qualquer reação teria ocorrido em meio ao sofrimento físico, e não configuraria agressão.
O hospital informou que abriu uma apuração interna sobre o caso e declarou estar prestando apoio à funcionária que relatou ter sido agredida. Já o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal manifestou repúdio ao episódio e afirmou que acompanha a situação, oferecendo suporte à profissional.
A defesa do senador, por sua vez, afirma avaliar medidas judiciais, incluindo ações por danos morais e eventual responsabilização criminal, além de representação contra a técnica junto ao conselho profissional.
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