Diário de São Paulo
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Crise entre Poderes

STF reage com cautela após rejeição de Messias e reforça respeito ao Senado

Em nota oficial, presidente da Corte, Edson Fachin, afirma que tribunal aguarda definição para vaga aberta após derrota do indicado de Luiz Inácio Lula da Silva.

Jorge Messias teve indicação ao STF rejeitada pelo Senado; Corte diz aguardar novo nome com “serenidade institucional”. - Imagem: Wilson Dias / Agência Brasil
Jorge Messias teve indicação ao STF rejeitada pelo Senado; Corte diz aguardar novo nome com “serenidade institucional”. - Imagem: Wilson Dias / Agência Brasil

Redação Publicado em 30/04/2026, às 09h40


O Supremo Tribunal Federal se manifestou após a rejeição da indicação de Jorge Messias pelo Senado, um evento que evidenciou tensões entre os Poderes Executivo e Legislativo, sendo a primeira vez em mais de um século que um nome indicado ao STF é barrado.

A votação, que resultou em 42 votos contra e 34 a favor, foi vista como uma derrota significativa para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que agora precisa repensar sua estratégia política para a nova indicação.

O STF, em nota, reafirmou o respeito pela prerrogativa do Senado e aguarda a escolha de um novo candidato, enquanto continua operando com uma vaga em sua composição.

O Supremo Tribunal Federal se manifestou oficialmente após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado Federal, em uma votação que expôs tensões entre o Executivo e o Legislativo.

Em nota assinada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, o tribunal adotou um tom institucional e evitou entrar no mérito político da decisão. O documento destaca que o STF “aguarda, com serenidade e senso de responsabilidade”, as providências necessárias para o preenchimento da vaga aberta.

A indicação de Messias, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi rejeitada por 42 votos a 34 no plenário do Senado — um resultado considerado histórico e que marca a primeira vez, em mais de um século, que um nome indicado ao Supremo é barrado.

No comunicado, o STF reforçou o respeito à prerrogativa constitucional do Senado, responsável por aprovar ou rejeitar indicações à Corte. A nota também ressaltou a importância da harmonia entre os Poderes e do tratamento institucional em meio a divergências políticas.

Apesar do tom moderado do Supremo, o episódio acendeu um alerta em Brasília. A rejeição do nome de Messias foi interpretada como uma derrota significativa para o governo federal, que agora precisa reorganizar sua estratégia política para indicar um novo candidato.

Nos bastidores, a expectativa é de que a escolha do próximo nome leve em consideração o ambiente mais sensível no Senado, onde a articulação política será decisiva para evitar uma nova rejeição.

Enquanto isso, o STF segue operando com uma cadeira vaga, aguardando a definição do Executivo e a aprovação do Legislativo para recompor plenamente sua composição.


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