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Reforma no governo

Secretário da Justiça anuncia saída do governo Tarcísio em meio a mudanças no primeiro escalão

Fábio Prieto deixará o cargo para retornar à advocacia; gestão paulista passa por reformulação no ano eleitoral

Com a saída de Prieto, o governo paulista se prepara para novas mudanças, visando o calendário eleitoral e a desincompatibilização de cargos - Paulo Pinto/Agência Brasil
Com a saída de Prieto, o governo paulista se prepara para novas mudanças, visando o calendário eleitoral e a desincompatibilização de cargos - Paulo Pinto/Agência Brasil

Letícia Sales Publicado em 19/01/2026, às 12h46


O secretário de Justiça e Cidadania de São Paulo, Fábio Prieto, comunicou ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que deixará o cargo. A decisão foi informada na última sexta-feira (16) e a exoneração deve ser publicada no Diário Oficial ainda nesta semana.

Ex-desembargador e ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), Prieto afirmou a amigos que a saída ocorre por decisão pessoal. Em mensagem enviada a conhecidos, ele disse que pretende retomar a atuação na advocacia após o período no governo estadual.

Ainda não há definição oficial sobre quem assumirá a Secretaria da Justiça e Cidadania. Nos bastidores, a tendência é que o secretário-executivo da pasta, Raul Christiano, fique à frente da secretaria de forma interina.

Com perfil técnico e discreto, Fábio Prieto era considerado um dos principais interlocutores do Palácio dos Bandeirantes junto ao meio jurídico, mantendo diálogo frequente com integrantes de tribunais superiores, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A saída ocorre em meio a uma reformulação mais ampla no primeiro escalão do governo paulista, motivada principalmente pelo calendário eleitoral. Desde o início do ano, já deixaram o governo os secretários Guilherme Derrite (Segurança Pública), Valéria Bolsonaro (Mulher) e Guilherme Piai (Agricultura). Eles foram substituídos, respectivamente, por Osvaldo Nico, Adriana Liporoni e Geraldo Melo Filho.

Outros nomes também devem deixar o governo até abril, prazo máximo para desincompatibilização de cargos públicos para quem pretende disputar as eleições. Entre eles estão Gilberto Kassab (Governo e Relações Institucionais), Roberto de Lucena (Turismo) e Helena Reis (Esporte). Lucena e Helena Reis devem concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.

No caso de Kassab, aliados afirmam que ele avalia a possibilidade de integrar a chapa de Tarcísio como candidato a vice-governador na disputa pela reeleição.


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