Informações compartilhadas com as autoridades em Brasília revelam que Francisco Wanderley Luiz, responsável pelos ataques, visitou a Câmara dos Deputados em oito ocasiões

William Oliveira Publicado em 14/11/2024, às 11h32
Um relatório recente elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), apresentado na noite de quarta-feira (13) a membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a investigadores envolvidos no caso da explosão que resultou na morte de Francisco Wanderley Luiz, indica que o suspeito agiu de forma isolada. As informações até agora reunidas não sugerem a existência de cúmplices. A Abin ainda não divulgou publicamente detalhes desse relatório, que possui caráter estratégico.
Entretanto, a investigação permanece aberta a outras possibilidades. Em uma reunião realizada na mesma noite, o diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, discutiram os passos iniciais do inquérito. A PF rapidamente conduziu buscas tanto na residência usada por Wanderley em Ceilândia, região periférica de Brasília, quanto no trailer associado a ele.
O ministro Alexandre de Moraes será responsável pela condução das investigações, especialmente devido à possível ligação do incidente com os atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro. Wanderley Luiz havia feito diversas postagens nas redes sociais relacionadas a esse evento, expressando descontentamento com as condenações dos envolvidos.
Informações compartilhadas com as autoridades em Brasília revelam que Wanderley Luiz visitou a Câmara dos Deputados em oito ocasiões. Notavelmente, em 24 de agosto, um sábado, ele ingressou no STF legalmente como parte de um grupo de visitantes e, posteriormente, publicou fotos nas redes sociais com comentários insinuantes.
Entre os ministros do STF, há uma preocupação crescente sobre as intenções de Wanderley Luiz em retornar ao tribunal armado. No dia do incidente, ele se aproximou da icônica estátua da Justiça no tribunal e proferiu ameaças. Após ser abordado por seguranças, afirmou estar portando explosivos.
Em resposta ao ocorrido, medidas de segurança foram intensificadas no STF, incluindo o restabelecimento das barreiras metálicas ao redor do prédio para garantir maior proteção contra eventuais ameaças futuras.
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