O Partido Republicano Progressista (PRP) oficializou na manhã desta quarta-feira (1°) o apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias (Podemos) à Presidência

Redação Publicado em 01/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 13h50
O Partido Republicano Progressista (PRP) oficializou na manhã desta quarta-feira (1°) o apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias (Podemos) à Presidência nas eleições de 2018.
A convenção nacional foi realizada na sede do partido, em São José do Rio Preto (SP). O presidente do PRP, Ovasco Roma Altimari Resende, disse que a decisão foi “discutida exaustivamente”.
“Fomos procurados por vários pré-candidatos a presidente da República. Depois de muita discussão, muitos debates, decidimos apoiar a candidatura de Álvaro Dias”, afirmou.
Em votação com os partidários presentes na convenção, o apoio a Álvaro Dias foi feito por aclamação, de forma unânime.
O presidente falou sobre a decisão do PRP. “Passamos por um momento muito delicado e complicado no país, uma crise política, de gestão pública e moral. Achamos que o Álvaro preenche todos os requisitos que o PRP e a população procuram. É um candidato com equilíbrio, experiente, e também é um nome novo para presidente.”
Ovasco disse que o partido está em fase de reestruturação e focado nos cargos do Legislativo. “Nosso foco nessas eleições são as candidaturas a deputado. Devemos lançar uns mil candidatos a deputado, entre federais e estaduais.”
O PRP terá candidaturas próprias a governador no Distrito Federal, com Paulo Chagas, e no Rio de Janeiro, com Anthony Garotinho, além de Jorge Kajuru ao Senado, em Goiás. Em abril, o PRP já tinha anunciado apoio à candidatura de Márcio França (PSB) para governador em São Paulo.
O presidente do PRP também falou sobre a decisão do partido em barrar a candidatura do general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira, do Exército, a vice do candidato Jair Bolsonaro (PSC).
“Fomos surpreendidos. Estávamos em um jantar do partido quando soubemos que ele era cotado para ser vice do Bolsonaro. Nada contra ele, mas a nossa preocupação em aceitar a candidatura a vice era criar um engessamento no partido em nível nacional. Ia atrapalhar todas as nossas articulações, o trabalho de anos que o pessoal vem fazendo”, diz.
Segundo ele, não houve uma aproximação oficial do PSL para que o general Augusto Heleno fosse anunciado como vice de Bolsonaro. “Nós não fomos procurados em momento algum. Ficamos sabendo pela imprensa. A gente até ofereceu para fazer uma coligação, mas o interesse deles era apenas no nome do general Heleno. Ele me procurou e disse: ‘Para não atrapalhar o partido nem a campanha do Bolsonaro, porque sou amigo dele e quero fazer a campanha, vou me desfiliar do PRP’.”
O presidente diz que esse foi o último contato com o general. “Falei para ele que não precisava deixar o partido por conta disso, mas depois perdi o contato dele e não sei se chegou a se desfiliar.”
O general Augusto Heleno participou da convenção do PSL que oficializou o nome de Jari Bolsonaro como candidato à Presidência.
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