Eleito em Nova York para integrar o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, o Brasil reforça seu protagonismo nas discussões sobre desenvolvimento sustentável, combate à pobreza, direitos humanos e cooperação internacional para os próximos anos.

Ana Beatriz Publicado em 05/06/2026, às 14h55
O Brasil foi eleito para o Conselho Econômico e Social da ONU, garantindo sua participação em decisões sobre desenvolvimento econômico, social e ambiental até 2029. Essa eleição reforça o papel do país em debates internacionais e sua influência nas políticas globais.
Com 181 votos, a eleição ocorre em um contexto onde o Brasil busca aumentar sua presença em fóruns multilaterais e abordar questões como pobreza, segurança alimentar e mudanças climáticas, promovendo uma maior cooperação entre países em desenvolvimento.
A presença no ECOSOC permitirá ao Brasil influenciar negociações e contribuir para políticas globais em áreas críticas, refletindo uma retomada de sua atuação em organismos multilaterais e fortalecendo sua estratégia diplomática em defesa do desenvolvimento sustentável.
O Brasil foi eleito para ocupar uma das vagas do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), um dos órgãos mais importantes da estrutura da ONU. A eleição ocorreu em Nova York durante sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas e garante ao país participação direta nas principais decisões e debates internacionais relacionados ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Composto por 54 Estados-membros eleitos pela Assembleia Geral para mandatos de três anos, o ECOSOC é responsável por coordenar grande parte das atividades da ONU ligadas ao desenvolvimento sustentável, aos direitos humanos, à redução das desigualdades, à cooperação internacional e à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil recebeu 181 votos dos países integrantes da organização e exercerá mandato entre 2027 e 2029. Para a diplomacia brasileira, o resultado representa um reconhecimento internacional do papel desempenhado pelo país em temas estratégicos para a governança global.
A eleição ocorre em um momento em que o Brasil busca ampliar sua presença nos principais fóruns multilaterais e fortalecer sua atuação em pautas como combate à pobreza, segurança alimentar, desenvolvimento sustentável, financiamento climático, preservação ambiental e reforma das instituições internacionais. O país também tem defendido uma maior cooperação entre nações em desenvolvimento e uma participação mais ampla do Sul Global nos processos de tomada de decisão internacional.
O Conselho Econômico e Social atua como elo entre governos, organismos internacionais, agências especializadas da ONU, setor privado e organizações da sociedade civil. Entre suas atribuições está a coordenação de políticas globais relacionadas à economia, educação, saúde, tecnologia, igualdade de gênero, emprego, meio ambiente e direitos humanos.
A presença brasileira no ECOSOC também ganha relevância diante dos desafios internacionais dos próximos anos, incluindo a aceleração da transição energética, o enfrentamento das mudanças climáticas, a redução das desigualdades sociais e a busca por modelos de crescimento econômico mais sustentáveis. A participação no conselho permitirá ao Brasil influenciar negociações e contribuir diretamente para a formulação de recomendações e políticas globais nessas áreas.
O resultado é visto como mais um sinal da retomada da atuação brasileira nos organismos multilaterais. Nos últimos anos, o país também ampliou sua participação em fóruns internacionais e voltou a ocupar posições de destaque em órgãos das Nações Unidas, fortalecendo sua estratégia diplomática de defesa do diálogo, da cooperação internacional e do desenvolvimento sustentável.
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