Pagamento por consultoria jurídica foi registrado na prestação de contas do partido; contratada é ex-esposa do senador Carlos Portinho e atua na área eleitoral há anos.

Redação Publicado em 05/06/2026, às 13h39
O Partido Liberal (PL) contratou a advogada Deborah Strockler Macintyre por R$ 300 mil para serviços de consultoria jurídica, gerando polêmica devido à sua relação familiar com o líder do partido no Senado, Carlos Portinho.
Deborah, que já prestou serviços a candidatos do PL e de outros partidos, é reconhecida no Direito Eleitoral e é mãe do filho mais velho de Portinho, além de serem sócios em uma empresa de administração patrimonial.
Após a divulgação do pagamento, Portinho se defendeu, afirmando que não participa das decisões administrativas do partido e que está divorciado de Deborah há mais de uma década, enquanto o PL se prepara intensamente para as eleições de 2026.
Uma contratação realizada pelo Partido Liberal (PL) chamou atenção após vir à tona na prestação de contas da legenda. Em abril de 2026, o partido desembolsou R$ 300 mil para o escritório da advogada Deborah Strockler Macintyre, ex-esposa do líder do PL no Senado, Carlos Portinho.
O pagamento aparece registrado como prestação de serviços de consultoria jurídica e ocorre em meio ao fortalecimento das estruturas partidárias voltadas para as eleições de 2026.
Deborah Macintyre é mãe do filho mais velho do senador e mantém atuação reconhecida no Direito Eleitoral no estado do Rio de Janeiro. Além da relação familiar passada, os dois também figuram como sócios, juntamente com o filho, em uma empresa de administração patrimonial.
Os registros da Justiça Eleitoral mostram que a advogada já havia sido contratada anteriormente por candidatos ligados ao PL. Nas eleições municipais de 2024, recebeu R$ 190 mil para prestar serviços jurídicos ao então candidato a vereador Jeremias de Caetés. Já em 2022, outros candidatos da legenda contrataram seu escritório para consultorias relacionadas às campanhas eleitorais.
Após a divulgação do pagamento, o senador Carlos Portinho afirmou que não participa das decisões administrativas do partido nem possui atribuições sobre contratações realizadas pelo diretório nacional da legenda.
Segundo o parlamentar, Deborah possui trajetória consolidada na advocacia eleitoral e já prestou serviços para candidatos e partidos de diferentes correntes políticas, incluindo siglas como PP, PSD e o próprio PL.
Portinho ressaltou ainda que está divorciado da advogada há mais de uma década, sob regime de separação total de bens, e que não possui qualquer participação profissional no escritório. O senador destacou que está licenciado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) desde que assumiu o mandato no Senado.
A contratação ocorre em um momento de intensa movimentação política e jurídica dos partidos em preparação para as próximas eleições, período em que legendas costumam ampliar gastos com consultorias, assessorias técnicas e planejamento eleitoral.
Embora não haja qualquer apontamento oficial de irregularidade sobre o contrato divulgado, o caso repercutiu por envolver recursos partidários e uma profissional que possui vínculo familiar anterior com um dos principais líderes da legenda no Congresso Nacional.
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