Defesa do senador cita contrato entre o Banco Master e o escritório da esposa de Alexandre de Moraes para sustentar pedido de suspeição no STF.

Redação Publicado em 05/06/2026, às 14h13
O senador Flávio Bolsonaro solicitou ao STF que o ministro Alexandre de Moraes seja considerado suspeito para analisar um pedido de inclusão em uma investigação sobre o caso 'Dark Horse', após um pedido do deputado Lindbergh Farias para ampliar um inquérito sobre Eduardo Bolsonaro nos EUA.
Lindbergh Farias argumenta que há indícios de que recursos do filme 'Dark Horse' podem ter sido usados para financiar ações políticas internacionais de Eduardo Bolsonaro, o que justifica a ampliação das investigações.
A defesa de Flávio Bolsonaro alega que a relação profissional entre Moraes e o Banco Master compromete sua imparcialidade, e, se o pedido for aceito, requer que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça; até agora, Moraes não se manifestou sobre a solicitação.
O senador Flávio Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para analisar uma solicitação que busca incluí-lo em uma investigação relacionada ao chamado caso "Dark Horse".
A manifestação foi protocolada após o deputado federal Lindbergh Farias requerer a ampliação de um inquérito que já apura a atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Segundo Lindbergh, existem indícios que justificariam aprofundar as investigações para verificar se recursos relacionados à produção do filme "Dark Horse" teriam sido utilizados para financiar ações políticas internacionais atribuídas a Eduardo Bolsonaro.
Em resposta, a defesa de Flávio sustenta que Moraes não teria a necessária imparcialidade para analisar questões envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Os advogados mencionam a existência de um contrato de prestação de serviços entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro. Embora reconheçam que a Procuradoria-Geral da República não identificou irregularidades na relação contratual, argumentam que a proximidade entre os envolvidos poderia comprometer a equidistância exigida de um magistrado.
A petição afirma que o vínculo profissional seria suficiente para justificar a análise da suspeição de Moraes no caso específico. Caso o pedido seja aceito, a defesa requer que o processo seja redistribuído ao ministro André Mendonça.
Até o momento, Alexandre de Moraes não se pronunciou sobre a solicitação.
O episódio amplia a disputa política e jurídica em torno do filme "Dark Horse", produção que tem sido alvo de questionamentos e investigações nos últimos meses e que passou a ocupar espaço central nos embates entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e parlamentares da oposição.
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