Luan Araújo, que ganhou notoriedade após ser perseguido pela ex-deputada Carla Zambelli armada em uma rua de São Paulo em 2022, teve a pena convertida em prisão após descumprimento de obrigação financeira imposta pela Justiça.

Ana Beatriz Publicado em 05/06/2026, às 11h22
O jornalista Luan Araújo, conhecido por ter sido perseguido armado pela ex-deputada Carla Zambelli em 2022, teve sua pena convertida em prisão após não cumprir obrigações financeiras impostas pela Justiça de São Paulo.
A condenação original, que incluía prestação de serviços à comunidade e multa, foi alterada para pena privativa de liberdade devido ao não pagamento de uma quantia de pouco mais de R$ 2 mil, relacionada a uma ação de difamação movida por Zambelli.
A prisão foi determinada em regime aberto e a defesa de Araújo ainda pode recorrer da decisão, enquanto o caso segue em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Luan Araújo, que ganhou notoriedade após ser perseguido pela ex-deputada Carla Zambelli armada em uma rua de São Paulo em 2022, teve a pena convertida em prisão após descumprimento de obrigação financeira imposta pela Justiça.
A Justiça de São Paulo determinou a prisão do jornalista Luan Araújo, conhecido nacionalmente por ter sido perseguido com uma arma pela então deputada federal Carla Zambelli durante o período eleitoral de 2022. A decisão foi proferida na segunda-feira (1º) pelo juiz José Fernando Steinberg, da Vara do Juizado Especial Criminal do Foro Central da Barra Funda, na capital paulista.
A medida converte uma pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, após o magistrado entender que houve descumprimento das obrigações impostas em uma condenação por difamação movida por Zambelli contra o jornalista. Segundo os autos, Araújo deixou de quitar uma prestação pecuniária determinada pela Justiça, o que levou à substituição da punição anteriormente aplicada.
A prisão foi fixada em regime aberto. De acordo com informações divulgadas por veículos que tiveram acesso à decisão, o valor em discussão gira em torno de pouco mais de R$ 2 mil, correspondente à obrigação financeira estabelecida na sentença.
O processo tem origem em um artigo publicado por Luan Araújo, no qual o jornalista fez críticas à então parlamentar. Em um dos trechos citados na ação, ele afirmou que Zambelli integrava uma "extrema direita mesquinha, maldosa" e a classificou como "mercadora da morte". A Justiça entendeu que houve configuração do crime de difamação.
Inicialmente, a condenação resultou em pena de prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa. Posteriormente, diante do não cumprimento integral das determinações judiciais, o magistrado determinou a conversão da sanção em pena privativa de liberdade.
O caso ganhou grande repercussão nacional porque envolve os mesmos personagens do episódio ocorrido em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais. Na ocasião, Carla Zambelli perseguiu Luan Araújo pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, empunhando uma arma de fogo após uma discussão política. As imagens circularam amplamente nas redes sociais e nos principais veículos de comunicação do país.
A perseguição gerou uma ação penal própria contra Zambelli no Supremo Tribunal Federal. Em julgamento posterior, a então deputada foi condenada por crimes relacionados ao episódio envolvendo o porte da arma e o constrangimento ilegal praticado durante a perseguição.
A defesa de Luan Araújo ainda pode recorrer da decisão que determinou a prisão. O caso continua em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo.
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