Essa medida leva em consideração outros fatores além das moradias no estado, como lazer, trabalho, educação e saúde

Milleny Ferreira Publicado em 18/05/2024, às 13h00
O governo do estado do Rio Grande do Sul está montando um planejamento para construir “cidades provisórias” em pelo menos quatro dos municípios da região, que estão sendo abrigados cerca de 65% da população que ficou desabrigada devido às fortes enchentes que se espalharam por quase todo o território gaúcho.
Essa medida leva em consideração outros fatores além da moradia no estado, como lazer, trabalho, educação e saúde. O termo “cidades provisórias” está sendo usado para que as pessoas possam compreender melhor a forma que os abrigosirão passar a funcionar.
Está sendo pensado estrategicamente sobre a localização das estruturas provisórias, já que as mesmas precisam estar instaladas próximas aos pontos de referência da população e também dos postos de trabalho.
É importante que o local respeite as necessidades de privacidade das pessoas. No primeiro momento, é aceitável, mas, conforme o tempo passa, a necessidade de um espaço reservado aumenta”, afirma Renato Lima, diretor do CENACID — Centro de Apoio Científico em Desastres e especialista-consultor da ONU para o tema desastres ambientais e naturais.
Estima-se que estas residências serão equipadas com cômodos para uso das famílias, mas ainda possua ambientes comuns como banheiros com chuveiros, cozinhas, lavanderias e espaços dedicados para crianças e pets.
No caso de Porto Alegre, a região escolhida até o momento para ser construída essas moradias é o Porto Seco, localizado na Zona Norte da cidade.
Já em Canoas, o local escolhido foi o Centro Olímpico Municipal (COM); em São Leopoldo, o indicado é o Centro de Eventos; enquanto em Guaíba continua sendo definida a área mais apropriada, segundo informações do portal da CNN Brasil.
O padrão previsto pelo Rio Grande do Sul está conforme os padrões estabelecidos para desastres deste porte”, finaliza Renato Lima.
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