Responsável pela cinebiografia de Jair Bolsonaro afirma que senador procurou diversas empresas para tentar viabilizar o projeto milionário.

Redação Publicado em 15/05/2026, às 11h27
Flávio Bolsonaro está buscando apoio financeiro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, 'Dark Horse', conversando com diversos empresários e investidores para viabilizar os recursos necessários para a produção do filme.
O projeto tem um contrato total de R$ 134 milhões, com R$ 61 milhões já pagos, mas a produtora Karina Ferreira afirmou que não recebeu recursos diretamente do Banco Master ou de Daniel Vorcaro, e sim da empresa Entre Investimentos.
A produção está sob investigação do ministro Flávio Dino por possíveis irregularidades nas emendas parlamentares destinadas ao filme, aumentando a pressão sobre os aliados do ex-presidente e gerando questionamentos sobre o financiamento da obra.
A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção do filme “Dark Horse”, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro procurou diversos empresários e investidores em busca de apoio financeiro para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Karina, o parlamentar atuou diretamente para tentar viabilizar os investimentos necessários para a produção do longa.
“O Flávio falou com todas as pessoas que pôde sobre o projeto”, declarou a produtora em entrevista publicada pela coluna de Andre Shalders.
A declaração veio após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, reveladas pelo site The Intercept Brasil.
Nas mensagens, Flávio teria solicitado ajuda financeira para quitar parcelas atrasadas do financiamento do filme. Segundo a reportagem, o contrato totalizaria R$ 134 milhões, com cerca de R$ 61 milhões efetivamente pagos até o momento.
Karina Ferreira, no entanto, afirmou que a produção não recebeu recursos diretamente do Banco Master nem de Daniel Vorcaro.
De acordo com ela, o vínculo jurídico foi firmado com a empresa Entre Investimentos, apontada como responsável pelos aportes financeiros ligados ao projeto.
O deputado federal Mario Frias, também envolvido na produção do longa, confirmou a existência da parceria empresarial e afirmou que os recursos vieram por meio da empresa ligada ao empresário.
A produtora ainda classificou como “natural” a busca por investidores privados no mercado audiovisual.
Segundo Karina, Flávio Bolsonaro teria se envolvido ativamente na captação de recursos e demonstrado entusiasmo com o modelo de financiamento utilizado em grandes produções internacionais.
Ela também revelou que Flávio e o irmão, Carlos Bolsonaro, estiveram presentes no set de filmagens e acompanharam parte da produção ao lado do ator norte-americano Jim Caviezel, intérprete de Jair Bolsonaro no filme.
A produção de “Dark Horse” ganhou ainda mais repercussão após o ministro Flávio Dino abrir investigação para apurar possíveis irregularidades envolvendo emendas parlamentares destinadas a projetos culturais ligados ao longa.
O caso segue movimentando os bastidores políticos e culturais em Brasília, ampliando a pressão sobre aliados do ex-presidente e levantando questionamentos sobre o financiamento da obra.
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