O país soma US$ 60 milhões para a preservação da floresta

Gabriela Thier Publicado em 18/11/2024, às 19h28
A Noruega anunciou uma significativa contribuição de US$60 milhões, equivalentes a aproximadamente R$348 milhões, para o Fundo Amazônia, como reconhecimento ao sucesso do Brasil na redução do desmatamento da Amazônia em 31% no ano de 2023. O anúncio foi realizado pelo primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, durante sua participação na Conferência Global Citizen Now: Rio de Janeiro, ocorrida no último domingo (17).
O Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sob a supervisão do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), recebeu este apoio como parte de um contínuo esforço internacional para a preservação ambiental. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou que essa doação é um sinal de confiança global, especialmente da Noruega, no compromisso da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a proteção da floresta amazônica e na luta contra as mudanças climáticas.
Em suas declarações, Mercadante ressaltou a duradoura parceria entre Brasil e Noruega, que se fortalece ainda mais com esta nova contribuição. O primeiro-ministro Støre elogiou os resultados brasileiros no combate ao desmatamento, afirmando que "o sucesso do Brasil na redução do desmatamento é uma prova clara das ambições e da determinação do governo Lula. Mostra como medidas direcionadas podem produzir resultados importantes para o clima e a natureza" .
Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, informou que o Fundo Amazônia já aprovou R$ 882 milhões em projetos neste ano. Ela enfatizou a robustez da governança do fundo, considerada uma das mais auditadas globalmente, e o compromisso em ampliar seu impacto positivo na conservação ambiental, desenvolvimento da bioeconomia e inclusão social na Amazônia.
Campello comentou que a nova contribuição norueguesa reforça o potencial para expandir ações benéficas para a população local e o meio ambiente. Dados fornecidos pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes/Inpe) revelam que o desmatamento entre agosto de 2023 e junho de 2024 atingiu seu nível mais baixo desde 2015 e representa o quinto menor índice desde o início das medições em 1988.
O primeiro-ministro norueguês sublinhou a importância do cumprimento das metas brasileiras de controle do desmatamento para o clima global. “É crucial para o clima e a natureza global que o Brasil atinja seus objetivos de controle do desmatamento. Por meio de nosso apoio ao Fundo Amazônia, estamos ajudando a proteger um dos ecossistemas mais importantes do planeta”, concluiu Støre.
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