Tagliaferro enfrenta graves acusações, incluindo violação de sigilo e obstrução de investigação

Gabriela Thier Publicado em 07/11/2025, às 19h29
Na última sexta-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou seu voto favorável ao prosseguimento do processo criminal contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tagliaferro é acusado de vazar informações confidenciais referentes a processos que estavam em trâmite nas duas Cortes.
O julgamento acontece na Primeira Turma do STF em um ambiente virtual. Como relator do caso, Moraes foi o primeiro a se manifestar, registrando seu voto às 11 horas do dia. Os outros ministros do colegiado, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia, têm até as 23h59 do dia 14 de novembro para emitir seus pareceres.
Eduardo Tagliaferro enfrenta denúncias apresentadas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que o imputam crimes como violação de sigilo funcional, coação no curso do processo e obstrução de investigação relacionada a organização criminosa. Além disso, é acusado de tentar desestabilizar o Estado Democrático de Direito.
A acusação aponta que Tagliaferro compartilhou com a imprensa diálogos privados que mantinha com outros servidores dos tribunais devido à sua função como assessor-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no TSE.
O caso levantou questões sobre a legalidade das decisões proferidas por Moraes em inquéritos relacionados a ataques ao STF. O gabinete do ministro refutou qualquer alegação de irregularidade e recebeu respaldo dos demais membros da Corte.
De acordo com Gonet, as ações de Tagliaferro foram movidas por "intenções pessoais" que visavam minar o processo eleitoral e fomentar a disseminação de informações falsas. Segundo ele, a estratégia teria como objetivo "potencializar reações ofensivas contra o trabalho legítimo das autoridades brasileiras que conduzem investigações e ações penais regularmente".
O procurador-geral também argumentou que as iniciativas de Tagliaferro favoreciam interesses da própria milícia digital que se propôs a combater.
Atualmente residindo na Itália e possuindo dupla nacionalidade, Tagliaferro alegou em entrevistas ser alvo de perseguições por parte de Moraes, sustentando ter evidências de irregularidades nos processos sob a relatoria do ministro.
A pedido de Moraes, o governo brasileiro solicitou à Itália a extradição de Tagliaferro para que ele possa enfrentar as acusações em território nacional. Uma audiência para tratar da extradição foi agendada para o dia 17 de dezembro pela Justiça italiana.
Leia também

Hamilton vê futuro brilhante e diversificado para F1 em transformação

Pai do filho de Karina Kufa se manifesta após Justiça determinar mudança provisória da guarda da criança

Putin diz a chanceler alemão que Kiev está travando negociações de paz

Imigrante estampa “África não um é país” em camisa após ser alvo de racismo

Teich diz que deixa pronto plano de trabalho para auxiliar estados

Pai do filho de Karina Kufa se manifesta após Justiça determinar mudança provisória da guarda da criança

EUA e Irã ampliam ataques e elevam risco de guerra em larga escala

Prévia do PIB cresce pouco em maio, mas mantém economia brasileira no maior nível da série histórica

Terremoto de magnitude 7,3 atinge costa do México e gera alerta de tsunami

Motorista embriagado suspeito de participar de racha avança sinal e deixa idosa de 103 anos ferida em acidente no interior de SP