Lula reage às críticas americanas e afirma que Pix seguirá gratuito e sob controle do Brasil

Redação Publicado em 17/07/2026, às 09h39
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou a defesa do sistema de pagamentos Pix após os Estados Unidos anunciarem novas tarifas sobre produtos brasileiros, incluindo o sistema em sua investigação comercial. Lula destacou que o Brasil não mudará o funcionamento do Pix, que permanecerá gratuito para a população.
As tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras foram justificadas pelos EUA com base em alegações de práticas comerciais desleais, com o Pix sendo um dos fatores citados. O sistema, desenvolvido pelo Banco Central, se tornou um importante meio de transferência financeira no Brasil, competindo com serviços internacionais.
O governo brasileiro está considerando medidas de retaliação, como a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ações equivalentes contra países que impõem barreiras comerciais injustificadas. A equipe econômica e diplomática do Brasil tem defendido a manutenção do Pix em sua forma atual, considerando as críticas infundadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o Pix nesta sexta-feira (17), após o governo dos Estados Unidos confirmar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros e incluir o sistema de pagamentos instantâneos entre os pontos analisados durante a investigação comercial conduzida por Washington.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o Brasil não pretende alterar o funcionamento da plataforma criada pelo Banco Central e destacou que o sistema continuará sendo gratuito para a população.
"Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix. É público, é de graça e vai continuar assim", escreveu o presidente.
Na mesma mensagem, Lula também reforçou o discurso de defesa da soberania nacional diante das medidas adotadas pelo governo norte-americano.
"Nossa soberania não se negocia", acrescentou.
A declaração ocorre após os Estados Unidos oficializarem a cobrança de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. O governo americano justificou a decisão com base em uma investigação que apontou supostas práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil.
Entre os fatores mencionados pelas autoridades norte-americanas está o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central, que se consolidou como um dos principais meios de transferência financeira do país e passou a competir com serviços privados utilizados internacionalmente.
O posicionamento do presidente soma-se às manifestações recentes de integrantes da equipe econômica e diplomática do governo brasileiro, que classificaram como infundadas as críticas ao sistema financeiro nacional e defenderam a manutenção do Pix nos moldes atuais.
Enquanto isso, o governo brasileiro avalia medidas para responder ao chamado tarifaço, incluindo a possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, mecanismo que autoriza o país a adotar medidas equivalentes contra nações que imponham barreiras comerciais consideradas injustificadas.
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