Ex-primeira-dama já protocolou dezenas de pedidos para explorar comercialmente o sobrenome Bolsonaro; tentativa de uso da marca em produtos ligados ao setor armamentista segue sem aprovação.

Redação Publicado em 02/06/2026, às 10h23
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro enfrenta dificuldades no INPI para registrar a marca 'Bolsonaro', especialmente em relação ao setor armamentista, que é central para a imagem política da família.
Ela já protocolou 76 pedidos de registro para diversos produtos, incluindo alimentos e vestuário, buscando proteger comercialmente o sobrenome e evitar a exploração indevida por terceiros.
O INPI ainda analisa os pedidos, sem prazo definido para conclusão, e a aprovação poderia permitir o licenciamento da marca em um setor emblemático para o bolsonarismo.
A estratégia da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de transformar o sobrenome Bolsonaro em uma marca comercial enfrenta obstáculos no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Um dos pedidos mais sensíveis apresentados por ela, relacionado ao uso da marca "Bolsonaro" para produtos do setor armamentista, segue sem definição e encontra entraves no órgão responsável pelos registros de propriedade intelectual no país.
De acordo com informações divulgadas pelo UOL, Michelle já protocolou 76 solicitações de registro envolvendo a marca Bolsonaro para diferentes segmentos de mercado. Entre eles estão produtos alimentícios, vestuário, bebidas, artigos de uso doméstico e outros itens voltados ao consumo popular.
O caso que mais chama atenção, porém, é o pedido relacionado ao mercado de armas e munições, setor historicamente associado ao discurso político do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores.
Segundo especialistas em propriedade intelectual, processos desse tipo costumam passar por análises técnicas rigorosas para verificar possíveis conflitos com marcas existentes, adequação às normas legais e eventual interesse público envolvido na concessão do registro.
A tentativa de ampliar a presença comercial da marca Bolsonaro ocorre em um momento em que a família busca manter influência política e visibilidade nacional mesmo após a saída do ex-presidente do cenário eleitoral. O sobrenome já é amplamente utilizado por aliados e apoiadores em campanhas, produtos promocionais e ações de marketing voltadas ao eleitorado conservador.
Além do setor armamentista, os pedidos protocolados abrangem categorias bastante diversificadas, demonstrando uma estratégia de proteção comercial ampla do nome Bolsonaro. O objetivo é garantir exclusividade para uso da marca em diferentes mercados e evitar que terceiros explorem comercialmente a identidade associada à família.
O INPI ainda não concluiu a análise dos pedidos relacionados às armas, e não há prazo definido para uma decisão final. Caso aprovado, o registro poderá abrir caminho para o licenciamento da marca em produtos e negócios ligados ao segmento, um dos temas mais emblemáticos do bolsonarismo desde a campanha presidencial de 2018.
Enquanto isso, o processo segue em avaliação técnica, mantendo em suspenso uma das iniciativas mais controversas da estratégia de expansão comercial da marca Bolsonaro.
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