Conversas revelam tentativa de “resguardar” pastor citado na CPMI do INSS; identidade do parlamentar não foi divulgada

Redação Publicado em 27/03/2026, às 10h41
Mensagens atribuídas ao pastor André Valadão indicam uma possível interferência política em investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, sugerindo que ele foi orientado por um senador a permanecer nos Estados Unidos para evitar exposição.
O empresário Fabiano Zettel, ligado à Igreja Batista da Lagoinha, é mencionado em relatórios financeiros que revelam movimentações superiores a R$ 40 milhões, o que intensificou a análise da CPMI sobre o caso.
As mensagens levantam suspeitas de articulação política para proteger Valadão, e especialistas alertam que, se confirmada, a orientação pode indicar obstrução de investigações parlamentares; o caso continua em apuração.
Mensagens atribuídas ao pastor André Valadão levantam suspeitas sobre possível interferência política em meio às investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS.
De acordo com o conteúdo obtido, o líder religioso teria sido orientado por um senador — cuja identidade não foi revelada — a permanecer nos Estados Unidos naquele momento, como forma de evitar exposição durante o avanço das apurações.
“Senador mandou esperar. Pra eu não ir mesmo pro Brasil”, diz uma das mensagens enviadas por Valadão a um interlocutor, em janeiro deste ano. Em outro trecho, um terceiro interlocutor sugere aguardar um período mais “tranquilo”, indicando que medidas estariam sendo tomadas para “resguardar” o pastor.
O caso ganha relevância no contexto das investigações que envolvem o nome do empresário Fabiano Zettel, ligado à Igreja Batista da Lagoinha. Zettel, que já atuou como pastor em uma unidade da igreja em Belo Horizonte, foi citado em relatórios financeiros que apontam movimentações expressivas.
Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicam repasses que somam mais de R$ 40 milhões envolvendo o empresário e a instituição religiosa, o que colocou o caso sob análise da CPMI.
As mensagens agora adicionam um novo elemento à investigação, ao sugerirem uma possível articulação política para proteger um dos nomes envolvidos.
Procurado, André Valadão não se manifestou até o momento. Também não há confirmação oficial sobre qual senador teria feito a recomendação mencionada nas conversas.
Especialistas avaliam que, caso confirmada, a orientação pode levantar questionamentos sobre eventual tentativa de obstrução ou influência indevida em investigações parlamentares.
O caso segue em apuração e pode gerar novos desdobramentos nos próximos dias.
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