Em vídeo nas redes sociais, o senador voltou a reivindicar os símbolos nacionais para a direita e criticou posicionamentos do governo federal

Lívia Gennari Publicado em 12/06/2026, às 16h01
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, convocou apoiadores a usarem a tradicional camisa verde e amarela da Seleção Brasileira durante os jogos da Copa do Mundo. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (11), durante uma agenda política no Pará.
Em discurso ao público que vestia o uniforme da Seleção, Flávio fez uma referência direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a peça representa seu grupo político.
A Copa do Mundo começa hoje. E a gente vai torcer pro Brasil. A gente vai botar a camisa do Bolsonaro que vocês estão vestindo aí", disse.
A fala ocorre em meio a uma disputa política em torno dos símbolos nacionais, especialmente da camisa da Seleção, que nos últimos anos passou a ser frequentemente associada a manifestações e atos ligados ao bolsonarismo. No último fim de semana, durante um evento no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que apoiadores da esquerda também utilizem as cores verde e amarela durante o torneio esportivo.
O presidente afirmou que o objetivo é evitar que os símbolos nacionais sejam associados a um único grupo político. Segundo Lula, é preciso ocupar esse espaço "para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista".
Durante o evento no Pará, Flávio Bolsonaro rebateu o posicionamento do presidente e afirmou que o Partido dos Trabalhadores abandonou a bandeira nacional ao longo dos anos. O senador declarou que Jair Bolsonaro teria recuperado o símbolo e o transformado em um motivo de orgulho para seus apoiadores.
O parlamentar também voltou a criticar o governo federal ao comentar a articulação realizada por ele e políticos alinhados ao bolsonarismo junto às autoridades dos Estados Unidos para que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas. Flávio afirmou que integrantes de seu grupo político atuaram em defesa dessa medida, enquanto acusou Lula de trabalhar em sentido contrário.
Enquanto o Lula vai para os Estados Unidos para fazer lobby a favor de traficantes e de terroristas do CV e PCC, nós fomos para lá pedir que eles fossem declarados terroristas”, afirmou o senador.
A crítica se soma a uma série de ataques trocados entre governo e oposição nos últimos meses, em um cenário marcado pela antecipação do debate eleitoral e pela disputa de narrativas sobre segurança pública e política externa.
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