Conselheiros do novo presidente eleito já têm uma direção para apontar

Jessica Anjos Publicado em 05/11/2022, às 17h08
É provável que a escolha do próximo comandante do Exército brasileiro, no governo Lula, deve ficar a cargo do general mais antigo da tropa ou um oficial que tenha afinidade com os integrantes da transição do governo.
Se Lula optar pela antiguidade, deve entrar no comando a partir do dia 1˚ de janeiro o general Julio Cesar de Arruda, atual chefe do DEC (Departamento de Engenharia e Construção). Porém, de acordo com o Estadão, conselheiros do presidente eleito apontam para a direção do general Tomás Paiva, que comanda o militar do Sudeste.
Além desses nomes, a lista inclui mais dois outros: o chefe do Estado-Maior do Exército, Valério Stumpf, e o comandante de Operações Terrestres, Estevam Theophilo.
Os conselheiros de Lula indicam que o presidente não deve fazer uma escolha muito diferente do que vem acontecendo nos últimos anos. Eles aconselham o novo chefe de estado a limitar essa lista aos três mais antigos. Os outros 12 integrantes do Alto Comando do Exército só se aposentam a partir de 2024.
"Se fosse fazer uma aposta, eu ficaria em torno desses três (Arruda, Tomás e Stumpf). Não é necessário (seguir a antiguidade), mas não queremos nada que cause perturbação desnecessária", disse o ex-ministro da Defesa (2011 a 2015) e ex-chanceler Celso Amorim, em entrevista ao Estadão.
Celso Amorim afirmou conhecer o general Tomás há muitos anos. "Acho uma pessoa de excelente trato. Ele foi ajudante de ordens do (ex-presidente) Itamar Franco, quando fui ministro (das Relações Exteriores) pela primeira vez", explicou.
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