Diário de São Paulo
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Defesa do Pix

Lula defende Pix após críticas dos EUA

Presidente afirma que sistema brasileiro não será alterado e rebate relatório que aponta desvantagens para empresas americanas

O governo brasileiro mantém firmeza em relação ao Pix, enfatizando sua relevância para a modernização dos pagamentos no país - Imagem: Reprodução/Ricardo Stuckert / PR
O governo brasileiro mantém firmeza em relação ao Pix, enfatizando sua relevância para a modernização dos pagamentos no país - Imagem: Reprodução/Ricardo Stuckert / PR

Letícia Sales Publicado em 02/04/2026, às 12h52


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o sistema de pagamentos instantâneos Pix após críticas dos Estados Unidos, afirmando que não haverá mudanças devido a pressões externas, destacando sua importância para a sociedade brasileira.

Um relatório da Casa Branca sugere que o Pix pode prejudicar a competitividade de empresas norte-americanas no setor de pagamentos, levantando preocupações sobre o papel do Banco Central do Brasil na regulação do sistema.

Apesar das críticas, Lula reafirmou o compromisso do governo em aprimorar o Pix e reforçou a mensagem de que o sistema é uma ferramenta essencial para a inclusão financeira no Brasil, promovendo a soberania sobre o sistema financeiro nacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do Pix nesta quinta-feira (2), após críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Durante agenda em Salvador, o petista afirmou que a ferramenta não será modificada por pressões externas.

Os Estados Unidos fez um relatório essa semana sobre o Pix, e ele disse que o Pix distorce o comércio internacional, porque o Pix acho que cria problema para a moeda dele. O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir: o Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, declarou.

O posicionamento ocorre após a publicação de um relatório da Casa Branca, que aponta que o modelo brasileiro pode gerar “desvantagem” para empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos, como Visa e Mastercard.

Segundo o documento, o Pix poderia favorecer serviços operados pelo setor público e impactar a competitividade internacional. O texto também menciona preocupações de representantes do setor financeiro dos Estados Unidos em relação ao papel do Banco Central do Brasil, responsável pela criação, operação e regulação do sistema.

Apesar das críticas, Lula afirmou que o foco do governo é ampliar e aperfeiçoar o serviço. “A única coisa que nós podemos fazer com o Pix é tentar aprimorar ele, para que cada vez mais ele possa atender as necessidades de mulheres e homens deste país”, disse.

O tema ganhou destaque durante o evento após uma orientação do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que foi captada por microfone aberto. “Não esqueça de falar do Pix”, disse o auxiliar antes do pronunciamento do presidente.

Após a fala, o governo reforçou a mensagem nas redes sociais, com a publicação da frase “O Pix é do Brasil”.

Lula destaca que o Pix é uma conquista nacional e que o governo continuará a trabalhar para melhorar o sistema, ignorando críticas externas
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

O sistema de pagamentos já havia sido citado anteriormente por autoridades norte-americanas, inclusive em investigações comerciais conduzidas com base na legislação dos Estados Unidos. O relatório mais recente também traz críticas a políticas tarifárias brasileiras e ao funcionamento do Mercosul, apontando dificuldades para exportadores norte-americanos.

Mesmo diante das pressões, o governo brasileiro mantém o discurso de soberania sobre o sistema financeiro e destaca o Pix como uma ferramenta essencial para inclusão e modernização dos meios de pagamento no país.


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