As declarações foram feitas durante o lançamento do programa Combustível do Futuro

Gabriela Thier Publicado em 08/10/2024, às 15h31
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou críticas contundentes ao governo liderado por Benjamin Netanyahu em Israel, classificando como "chacina" as ações militares realizadas na Faixa de Gaza. Durante o lançamento do programa Combustível do Futuro, ocorrido nesta terça-feira (8) em Brasília, o chefe de Estado manifestou seu descontentamento com os conflitos armados que têm assolado diversas regiões.
Lula destacou sua insatisfação não apenas com a guerra entre Rússia e Ucrânia, mas também com as ofensivas israelenses em Gaza e a recente incursão no Líbano. Segundo informações do governo local da Faixa de Gaza, aproximadamente 42 mil vidas foram perdidas nos últimos doze meses em decorrência dos ataques israelenses.
Nas semanas recentes, as operações militares de Israel concentraram-se no Líbano, justificadas pela necessidade de conter o Hezbollah, grupo extremista islamico. Em resposta aos ataques, o Brasil tomou medidas para resgatar seus cidadãos presentes nas áreas atingidas. Para tanto, o governo brasileiro mobilizou uma missão integrada pela Força Aérea Brasileira (FAB), o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Brasil em Beirute, com o intuito de coordenar as operações de evacuação.
O presidente Lula relatou que o país já conseguiu repatriar dois grupos de brasileiros, cada um composto por mais de 220 indivíduos, tendo ele próprio recepcionado o primeiro grupo no último domingo (6) e o segundo na terça-feira (8). O líder brasileiro reafirmou seu compromisso em continuar os esforços até que todos os brasileiros que desejam deixar o Líbano sejam trazidos de volta ao território nacional.
Até o momento, cerca de 3 mil pessoas solicitaram assistência do governo federal para escapar da região conflituosa. A operação, denominada Raízes do Cedro, tem priorizado a evacuação de idosos, mulheres, crianças e outros grupos considerados vulneráveis. Lula enfatizou a necessidade de um mundo focado na paz e na cooperação internacional, afirmando que "o mundo não precisa de guerra, mentiras ou fake news; precisa de trabalho, harmonia e investimento".
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