O episódio aconteceu durante a diplomação de Lula

Mateus Omena Publicado em 13/12/2022, às 14h33
O apresentador Tiago Pavinatto, da Jovem Pan News, protagonizou um episódio polêmico, na última segunda-feira (12), ao fazer um gesto obsceno na tela durante o discurso do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin como presidente e vice do Brasil.
Em transmissão ao vivo, o âncora fez caras e bocas durante a fala de Moraes, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Sem se preocupar com ética ou respeito, Pavinatto fez caretas e gestos, alguns deles obscenos, como forma de insultar o ministro. Ele também colocou uma caneta na boca, rasgou um papel em frente à câmera e mastigou a folha, cuspindo para o alto em seguida.
No entanto, a cena não foi bem recebida pelo público e a imagem de Pavinatto foi cortada. Quando ele voltou ao ar, ele apareceu mais contido.
A fala de Moraes no evento se referia à defesa da democracia, à condenação das fake news e às críticas ao sistema eleitoral, que se intensificaram neste ano entre muitos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).
"A utilização em massa das redes sociais foi subvertida para disseminar a desinformação, os discursos de ódio e as notícias fraudulentas, as famosas fake news", discursou o ministro. "A utilização das redes sociais foi desvirtuada por extremistas no intuito de desacreditar as notícias veiculadas pela mídia tradicional."
E continuou: "Os extremistas, criminosos, as milícias digitais, passaram a atacar a mídia tradicional para, desacreditando-a, substituir o livre debate de ideias, garantido pela liberdade de expressão e de imprensa, por suas mentiras autoritárias e discriminatórias", acrescentou Moraes.
A diplomação ocorreu no TSE com a presença de apoiadores e aliados do presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Esta fase marcou o fim do processo eleitoral.
No evento, Lula e Alckmin receberam um certificado atestando que as eleições foram legítimas, que os partidos estão dentro da legalidade e que os políticos estão aptos a tomar posse em 1º de janeiro de 2023.
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