Diário de São Paulo
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Programa ReintegraCINE

Governo compra TVs para presídios federais

Equipamentos custaram R$ 85,4 mil e serão distribuídos entre as cinco unidades do sistema penitenciário federal

Programa cultural ReintegraCINE leva cinema para presos de segurança máxima. - Imagem: Divulgação/AGEPEN.
Programa cultural ReintegraCINE leva cinema para presos de segurança máxima. - Imagem: Divulgação/AGEPEN.

Erika Osti Publicado em 14/01/2026, às 16h03


O governo federal anunciou a compra de 40 Smart TVs de 50 polegadas para modernizar o programa de cinema voltado à reintegração social de presos em penitenciárias federais de segurança máxima. O investimento, de R$ 85,4 mil, prevê a distribuição dos aparelhos entre as cinco unidades do sistema penitenciário federal, localizadas em Brasília, Campo Grande, Catanduvas, Mossoró e Porto Velho.

De acordo com a Senappen, a seleção do material audiovisual ficará sob responsabilidade da Diretoria de Inteligência Penitenciária, que deverá definir quais conteúdos serão exibidos.  E apesar de serem modelos com acesso à internet, os televisores serão configurados para funcionar sem conexão online. E o conteúdo exibido será previamente selecionado e controlado para garantir que não haja risco de comunicação externa ou acesso a plataformas de streaming. 

A iniciativa faz parte do programa ReintegraCINE, criado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), e substitui o antigo modelo conhecido como Cinemateca, que utilizava DVDs e fitas VHS para exibição de filmes e materiais educativos. A mudança busca modernizar o acesso às atividades culturais e ampliar o alcance das ações de formação dentro das unidades prisionais.

Segundo o governo, o objetivo é oferecer programação voltada à cultura, lazer e educação, sem comprometer a segurança das penitenciárias. A medida é apresentada como parte da política de reintegração social, que procura reduzir tensões internas e oferecer alternativas de ocupação para os presos.

Especialistas destacam que iniciativas culturais em ambientes prisionais podem contribuir para a ressocialização, embora o tema desperte debates sobre prioridades de investimento no sistema penitenciário.


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