Diário de São Paulo
Siga-nos
Delação em negociação

Ex-presidente do BRB pede transferência e sinaliza acordo de delação premiada

Defesa de Paulo Henrique Costa solicita mudança para unidade da Polícia Federal

A formalização da delação depende de etapas legais e da concordância do investigado, além da análise da Procuradoria-Geral da República - Imagem: Reprodução/ Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília
A formalização da delação depende de etapas legais e da concordância do investigado, além da análise da Procuradoria-Geral da República - Imagem: Reprodução/ Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Letícia Sales Publicado em 28/04/2026, às 12h10


A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, solicitou à Justiça a transferência do executivo do Complexo da Papuda para a Superintendência da Polícia Federal . O objetivo é viabilizar negociações para um possível acordo de delação premiada.

O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações envolvendo o Banco Master. Preso desde 16 de abril, o ex-dirigente sinalizou disposição para colaborar com as autoridades.

Em documento enviado à Corte, a defesa afirma: “O requerente sinalizou interesse em cooperar com as autoridades competentes, possivelmente por meio de colaboração premiada”. Os advogados também argumentam que as condições do Complexo da Papuda dificultam a garantia de sigilo nas conversas entre cliente e equipe jurídica.

Nos bastidores, a possibilidade de acordo tem gerado apreensão entre outros investigados. A avaliação é que Paulo Henrique Costa pode fornecer informações detalhadas sobre o funcionamento do suposto esquema envolvendo a compra de carteiras fraudulentas do Banco Master pelo BRB, além de esclarecer a eventual participação de superiores nas decisões.

Apesar disso, a formalização de uma delação depende de etapas legais, incluindo a concordância do investigado, análise das autoridades e cumprimento de requisitos jurídicos. A defesa também solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja ouvida antes de qualquer decisão.

Na semana passada, a Segunda Turma do STF manteve a prisão preventiva do executivo. O caso segue sob investigação.


últimas notícias