Paulo Henrique Costa é alvo da Operação Compliance Zero, que investiga suposto pagamento de propina milionária ligado à compra do Banco Master.

Ana Beatriz Publicado em 16/04/2026, às 08h53
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, foi preso durante a Operação Compliance Zero, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro, com foco na aquisição do Banco Master, envolvendo propinas de R$ 140 milhões.
A operação, que também resultou na prisão de um advogado, revela o uso de estruturas financeiras para ocultar a origem ilícita de recursos, incluindo a transferência de imóveis de alto valor.
O governo do Distrito Federal está monitorando o caso, reafirmando seu compromisso com a transparência, enquanto a defesa de Costa nega as acusações e as investigações continuam, com possibilidade de novas fases.
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso na manhã desta quinta-feira (16), durante uma nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A ação investiga um esquema que envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.
A prisão é preventiva e faz parte da quarta etapa da operação, que também cumpriu mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.
Segundo as investigações, a Polícia Federal apura se Paulo Henrique Costa teria recebido cerca de R$ 140 milhões em propina para viabilizar a aquisição do Banco Master pelo BRB — operação considerada um dos pontos centrais do caso.
Além do ex-presidente do banco, um advogado ligado ao esquema também foi preso. Os investigadores apontam que estruturas financeiras e empresas teriam sido utilizadas para movimentar recursos e ocultar a origem ilícita do dinheiro, incluindo a possível transferência de imóveis de alto padrão.
Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB entre 2019 e 2025 e já havia sido afastado do cargo anteriormente, quando surgiram os primeiros desdobramentos da operação.
A Operação Compliance Zero faz parte de um escândalo financeiro mais amplo envolvendo o Banco Master, considerado um dos maiores casos recentes de suspeita de fraude bancária no país, com impactos bilionários e investigações que atingem agentes públicos e executivos do sistema financeiro.
Em nota, o governo do Distrito Federal afirmou que acompanha o caso e reforçou compromisso com a transparência e a apuração dos fatos. Já a defesa do ex-presidente nega irregularidades e afirma que ele não cometeu crimes.
As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.
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