Mudança estratégica marca novo capítulo nas relações internacionais do Brasil

Sabrina Oliveira Publicado em 29/05/2024, às 11h13
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu remover o embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, e transferi-lo para Genebra, na Suíça. A decisão, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (29), vem após um período turbulento nas relações diplomáticas entre Brasil e Israel.
Frederico Meyer havia retornado a Israel na sexta-feira (24) após quase três meses fora do país. Sua nova missão será uma conferência permanente sobre desarmamento em Genebra, um evento internacional de grande importância.
Em fevereiro, Meyer enfrentou um episódio constrangedor quando foi convocado pelo chanceler israelense, Israel Katz, ao Museu do Holocausto. Durante o encontro, Katz fez queixas públicas sobre uma declaração de Lula, na qual o presidente brasileiro comparou as ações de Israel contra Gaza às de Hitler contra os judeus. Na ocasião, Meyer ouviu que Lula era considerado uma "persona non grata" em Israel, uma situação que o governo brasileiro classificou como "inaceitável".
A transferência de Meyer é vista como uma tentativa de Lula de reconfigurar as relações diplomáticas e evitar futuros atritos. A mudança para Genebra também é estratégica, dada a importância da cidade suíça como um centro diplomático internacional.
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