O protesto aconteceu na última segunda-feira, na Câmara municipal de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul

Vitória Tedeschi Publicado em 06/09/2022, às 13h34
Durante sessão ordinária na Câmara municipal de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um protesto inusitado chamou a atenção. O vereador Leonel Radde (PT) chegou à tribuna 'relinchando' e usando uma fantasia de burro.
A atitude do parlamentar foi um protesto contra a aprovação de um projeto de lei que dá a uma rua na capital o nome de Filósofo Olavo de Carvalho, guru bolsonarista que morreu em janeiro deste ano.
O projeto foi proposto pela vereadora Comandante Nádia (PP) e visa a rebatizar a Rua 4006, no bairro Nova Tereza.
Ela descreveu Olavo de Carvalho como um “dos principais difusores de ideias do Brasil, sendo um grande crítico do pensamento coletivo nacional”.
O projeto teve 18 votos favoráveis e nove contrários. Para ocorrer a mudança de nome é necessária a assinatura do prefeito Sebastião Melo (MDB).
No entato, Leonel é completamente contrário às afirmações dos defensores da ideia, e se manifestou contra na mesma ocasião do protesto.
Estamos virando um espaço de projetos de lei que não fazem o mínimo sentido. (…) Nós temos agora a homenagem ao Olavo de Carvalho. Não temos mais ninguém a homenagear em nossa cidade”, disse Radde.
No momento de sua fala, o vereador foi advertido: “Vereador , vereador, nós temos que manter a compostura”.
Carvalho morreu aos 74 anos, num hospital da região de Richmond, no estado da Virginia (EUA). Apesar de ser citado como filósofo, não tinha formação na área.
Com um discurso agressivo, ele se tornou uma inspiração para bolsonaristas e tinha grande influência junto ao presidente Jair Bolsonaro (PL).
Diagnosticado com covid dias antes de morrer, o escritor e ideólogo da direita brasileira Olavo de Carvalho colecionava postagens no Twitter e Facebook questionando a letalidade do coronavírus, que chamava de "mocoronga vírus".
A causa da morte de Olavo não foi confirmada e não se sabe se a covid teve relação com caso - segundo mensagem veiculada em seu canal no Telegram no dia 15 de janeiro, ele havia contraído covid-19 e precisava cancelar as aulas de um curso de filosofia que ministrava online.
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