Com a crescente disputa entre EUA e China, Alckmin reafirma o papel do Brasil como parceiro comercial importante para ambas as potências

Redação Publicado em 11/05/2025, às 16h17
O presidente interino do Brasil, Geraldo Alckmin, falou no último domingo (11) sobre a relação do Brasil com Estados Unidos e China. Durante um evento em São Paulo, ele disse que espera que as conversas entre os dois países deem bons resultados. Alckmin reforçou que o Brasil apoia o comércio livre e tem uma relação comercial importante com ambos.
A China é nosso maior parceiro de negócios, e os Estados Unidos são os que mais investem aqui. Por isso, queremos que as negociações sejam boas para todos, afirmou o presidente interino.
A fala de Alckmin aconteceu depois que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu a entender que os países da América Latina talvez tenham que escolher entre os interesses de Washington e Pequim. Em uma entrevista em abril, ele falou sobre a crescente disputa entre as duas potências.
Enquanto isso, representantes de Estados Unidos e China se reuniram em Genebra no sábado (10), e o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que houve "avanços importantes". Mais detalhes sobre essas conversas devem ser divulgados nesta segunda-feira (12).
No cenário das relações internacionais, o presidente Lula se prepara para encontrar o líder chinês Xi Jinping nesta semana, em Pequim. Esse será o terceiro encontro oficial dos dois desde que Lula voltou à presidência em janeiro de 2023. Os dois países querem fortalecer seus laços comerciais, mas a competição entre Estados Unidos e China, especialmente na América Latina, é um desafio.
Um relatório dos serviços de inteligência dos EUA apontou a China como uma ameaça à segurança americana. Apesar disso, dados do Banco Mundial mostram que os Estados Unidos ainda são o principal parceiro comercial da América Latina, responsáveis por 41% das exportações da região, enquanto a China representa 12%, com um saldo comercial positivo para a América Latina. Um exemplo da pressão americana é a decisão recente do Panamá de não renovar acordos com a Iniciativa do Cinturão e Rota da China.
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