Presidente em exercício, Geraldo Alckmin, garante que fraudes em benefícios do INSS serão combatidas e reembolsos serão feitos

Redação Publicado em 11/05/2025, às 12h52
Neste domingo (11), o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou em entrevista a jornalistas que as fraudes envolvendo descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS não tiveram início no atual governo, mas que agora terão um fim.
“Não começou agora [os descontos a aposentados e pensionistas], começou lá atrás, mas vai terminar agora. Os descontos já foram totalmente suspensos, não tem mais nenhum”, citou em evento na capital paulista.
A fala do vice-presidente reforça a posição que o governo federal tem adotado desde a revelação do escândalo: a de que o esquema fraudulento teve origem em gestões anteriores, mas que medidas estão sendo tomadas para interrompê-lo e punir os responsáveis.
Alckmin também reiterou que o INSS vai reembolsar R$ 292 milhões aos beneficiários entre os meses de maio e junho — valor referente às cobranças realizadas em abril, mesmo após o bloqueio das autorizações.
Além disso, o ministro destacou que a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou o bloqueio de R$ 2,5 bilhões de empresas e associações envolvidas nas investigações, recursos que poderão ser usados para ressarcir os aposentados prejudicados.
O esquema de fraudes foi revelado em 23 de abril, após uma operação conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF). A apuração resultou na troca de comando do INSS e do Ministério da Previdência Social, além do afastamento de servidores públicos ligados ao caso.
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